Na semana passada, o presidente da Chevron para a África e a América Latina, Ali Moshiri, afirmou que esperava que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) reconsiderasse a punição imposta à empresa, que teve a autorização para perfuração suspensa no Brasil.
"Foi desnecessário. A Chevron está aqui desde 1915, em 35 anos de carreira (de Moshiri), 15 foram devotados a projetos no Brasil. A carta que chama a Chevron de negligente foi prematura", afirmou o iraniano, que diz ter sido "surpreendido" pelo órgão regulador. Ele e o presidente da unidade de negócios para a América Latina, Don Stelling, chegaram ao Brasil na terça-feira passada para contornar a crise.
Moshiri explicou que o poço onde houve o vazamento não é segurado. A empresa já havia investido US$ 20 milhões na perfuração e vai gastar mais US$ 25 milhões para encerrar as atividades dele. A segunda etapa da cimentação ainda está em estudos com a ANP.
A Chevron desenvolveu no Brasil um equipamento que será usado para coletar as pequenas gotas de óleo que ainda escapam das fissuras, no Campo de Frade. Dispositivo similar já foi usado no Golfo do México. A Chevron investiu US$ 2 bilhões no Brasil e tem planos de investir mais US$ 3 bilhões nos próximos três anos, se a decisão da ANP for revista, segundo Moshiri.