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Vazamento eleva tempo de espera do Trensurb até quarta-feira

Tubulação antiga em São Leopoldo impede passagem de dois trens simultâneos no local

Foi adiada para quarta-feira a previsão de liberação de um trecho da linha do Trensurb onde um vazamento em uma tubulação limita a circulação de trens na Estação Unisinos, em São Leopoldo. No local, está proibida a passagem de trens em sentidos opostos, simultaneamente. A previsão era liberar o local ainda nesta noite, o que não se confirmou. O problema, segundo a estatal, eleva de oito para dez minutos o tempo de espera para o usuário embarcar no trem em horários de pico.

Somente nos últimos três anos, foi a sexta vez que a mesma estrutura, localizada embaixo do trilho da Estação Unisinos, rompeu. Construída na década de 90, a rede de tubulações fica deteriorada devido à trepidação dos trens. Segundo a Trensurb, a instalação dos canos ocorreu em um trecho não apropriado. "O conserto é provisório. É preciso que a rede desvie a estação, ou novamente haverá vazamentos", explicou o diretor de operações, Paulo Renato Amaral.

O Serviço Municipal de água e Esgoto (Semae) da Prefeitura de São Leopoldo informou que já possui um projeto para a construção de uma rede nova, orçada em R$13 milhões. O município, no entanto, tenta uma parceria com a Trensurb. "No orçamento atual, não há nada previsto, mas quem sabe com a sequência de problemas possa haver pressa na liberação das verbas", avaliou Amaral.

Durante a manhã desta segunda, outra falha, desta vez no sistema de controle operacional da Trensurb, ocorrida por razões ainda não esclarecidas, interrompeu a circulação de trens por 27 minutos, entre a Capital e o Vale do Sinos. Os atrasos chegaram à marca de 20 minutos no sentido Interior-Capital, mesmo depois da retomada da circulação. Às 13h01min, os intervalos entre as viagens foram normalizados com o ingresso de dois trens na Estação Mercado, para suprir as duas viagens não realizadas em função da parada.

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