O médico regulador que não seguiu o protocolo do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) durante o chamado foi afastado e um inquérito administrativo deverá investigar a falha. Segundo Casartelli, duas ligações foram recebidas e o servidor não fez a classificação da vítima em nenhuma delas. “Após 25 minutos, chegou uma equipe, mas o homem já havia sido deslocado. O médico deveria ter dado orientações. Isso não foi feito”, admitiu.
Ontem o procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Sul, Eduardo de Lima Veiga, encaminhou material da imprensa sobre o caso para a conhecimento das promotorias de Defesa dos Direitos Humanos e Criminal do Ministério Público. Dependendo da análise, poderão ser abertos inquéritos e ações.
Casartelli ponderou que o problema no procedimento não quer dizer que o médico seja um mau profissional. “Ele será preservado. Avaliaremos se era uma conduta dele, mas já recebi informações de que não era”, destacou. Também será averiguado se existia um fator de estresse. O secretário observou que a falha foi pontual e não está relacionada à falta de ambulâncias. “Temos 15 equipes, sendo 12 de atendimento básico e três avançado”, explicou. No entanto, a secretaria só recebeu informação de onde estavam 12 veículos na hora do chamado, até o final da manhã de ontem. “Estavam em atendimento. As outras três também estavam em atividade, mas a coordenação do serviço não conseguiu me informar onde estavam naquele momento”, salientou. O número de unidades é adequado para a população de Porto Alegre, segundo Casartelli. “É um serviço de excelência. A situação foi excepcional”, alegou.
O secretário disse que o tempo de atendimento médio das equipes do Samu é de 15 a 17 minutos e a meta é reduzir para 12 minutos. Na opinião dele, é um prazo bom, mas não existe um nível nacional como base de comparação,
porque a maior parte das cidades não tem a medição do sistema, existente em Porto Alegre.
Casartelli declarou que o problema não teve relação com a gerência do Samu e elogiou a enfermeira que ocupa o cargo, Rosane Ciconet. O idoso Orlando Francisco da Silva sofreu um mal súbito no Terminal de Ônibus Parobé, no Centro, e foi levada para o Hospital de Pronto Socorro (HPS) por uma viatura do 9º Batalhão de Polícia Militar.