Na chegada ao Palácio do Planalto, o corpo de Niemeyer será recebido pela presidente Dilma Rousseff. O velório será aberto a autoridades e parentes até às 16h. Entre 16h e 20h, o velório será aberto ao público. Depois, o corpo volta para o Rio, onde será velado no Palácio da Cidade. O enterro do arquiteto está previsto para esta sexta-feira, no Cemitério São João Batista, em Botafogo. O horário ainda será definido.
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O carioca morreu, aos 104 anos, na noite dessa quarta-feira, vítima de infecção respiratória, no Hospital Samaritano, onde estava internado desde o dia 2 de novembro, vítima de complicações renais e desidratação. O arquiteto que estava na unidade intermediária do hospital ficou sedado e respirando com auxílio de aparelhos. Niemeyer morreu às 21h55min. Ele completaria 105 anos no próximo dia 15.
Missa reúne parentes e amigos de Niemeyer em hospital do Rio
Durou 20 minutos a missa de corpo presente de Niemeyer, na capela do Hospital Samaritano. A cerimônia foi celebrada pelos padres Jorjão, da Igreja Nossa Senhora da Paz, e Omar Raposo, da Paróquia Cristo Redentor, e teve a presença apenas de parentes e amigos. A neta do arquiteto, Ana Lúcia, disse que o avô, apesar de ateu, sempre pedia para que fosse celebrada uma missa quando algum conhecido ou parente morria.
A viúva de Niemeyer, dona Vera, não quis falar com jornalistas, mas Ana Lúcia revelou a imprensa que até a semana passada a família tinha esperança de que ele se recuperasse. “Ele estava lúcido. Havia uma previsão, inclusive, de ele ir para o quarto esta semana”, afirmou. Segundo ela, o principal legado do avô será o trabalho em favor da democracia e da justiça social. “É claro que Oscar Niemeyer é um ícone. A arquitetura será a representação física dele, mas há a ideológica também. Mais do que a arquitetura, (há) o trabalho que fez em favor da democracia e da justiça social”, disse Ana Lúcia.