Os corpos chegaram do Departamento Médico Legal (DML) de São Borja no começo da tarde, quando começou o velório em Porto Xavier. Milhares de pessoas foram até a capela mortuária. Algumas lojas fecharam as portas e dispensaram os funcionários para acompanhar o velório.O sepultamento ocorreu no final da tarde, às 17h, no cemitério municipal, com um grande acompanhamento de pessoas ao cortejo.
O clima de consternação no hospital municipal Nossa Senhora dos Navegantes foi intenso durante todo o dia. O motivo é que Nilmar Kutti de Freitas, de 30 anos, uma das vítimas, trabalhava na casa de saúde há mais de três anos. Seu pai, Edemar Siqueira de Freitas, de 55, e a mãe, Liria Kutti de Freitas, também mortos no acidente, se aposentaram trabalhando no mesmo local. Morreram ainda na tragédia a esposa de Nilmar, Jaqueline Durão Duarte e o filho do casal, Kaíque Duarte de Freitas, de dois anos.
A tia de Nilmar e irmão de Liria, Marilene Vinner Kutt, ainda não acredita na tragédia. “É muito difícil assimilar o baque. Todos eram muito apegados e unidos”. Segundo ela, Nilmar construiu sua casa no mesmo pátio dos pais. Conta a tia que Edemar e Liria após a aposentadoria comentavam que agora estavam aproveitando a vida ao lado do neto Kaíque.
Todos os domingos, a família participa do culto de uma igreja evangélica da cidade de Roque Gonzales. No momento do acidente, retornavam para casa. O corpo de Jardel Godois Ramires, 27 anos, motorista do Vectra envolvido no acidente, também foi velado e sepultado em Porto Xavier. O enterro aconteceu na localidade de Ponte Pidaí, interior do município. Já a sétima vitima do acidente, Márcia Perassolo Didas, de 26, foi sepultada em São Luiz Gonzaga.