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Velocidade acima do limite e curvas podem ter matado corretora, diz delegado

Corpo de Vera Lúcia Mohr foi encontrado nesta tarde em Campestre da Serra

Velocidade acima do limite pode ter matado corretora, diz delegado
Velocidade acima do limite pode ter matado corretora, diz delegado Foto : Antônio Roberto Duarte/Especial CP
O delegado Alberto Defaveri, – responsável pela investigação do desaparecimento da corretora Vera Lúcia Mohr, de 45 anos – disse que o excesso de curvas e a velocidade acima da permitida para o trecho (60 km/h) seriam os fatores determinantes para o acidente que matou a mulher. Segundo ele, o veículo Siena caiu no rio Canabarro e se alojou sob a ponte, localizada no km 64 da BR-116, em Campestre da Serra. A mulher estava desaparecida desde sábado e seu corpo foi encontrado por bombeiros e pela Polícia Rodoviária Federal na tarde desta segunda-feira.

O delegado Defaveri explicou que somente a perícia vai determinar se a causa da morte foi afogamento ou o choque contra o chão. A mulher estava sozinha e com o cinto de segurança. O corpo e o carro já foram retirados do local do acidente. A vítima deve ser cremada na terça-feira em Caxias do Sul.

Quarenta soldados da BM auxiliaram nas buscas, no trecho da BR-116 entre as praças de pedágio Rodosul (km 48 de Vacaria) até o pedágio da Univias (km 126 em São Marcos). Eles percorreram 78 km – divididos em grupos - com o objetivo de localizar indícios da mulher. A Polícia Rodoviária Federal, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil e familiares também ajudaram nos trabalhos. A BM ainda utilizou dois helicópteros na ação.

Vera Lúcia foi vista pela última vez por volta das 13h de sábado, em Caxias do Sul. Ela deixou o município para se deslocar até Vacaria, onde mora. Antes disso estava em Nova Petrópolis, onde participou de um curso de gestão ambiental. O automóvel havia passado pelo pedágio de São Marcos, às 13h57min, mas não havia registro de que tivesse trafegado pela praça de Vacaria.