O delegado Alberto Defaveri, – responsável pela investigação do desaparecimento da corretora Vera Lúcia Mohr, de 45 anos – disse que o excesso de curvas e a velocidade acima da permitida para o trecho (60 km/h) seriam os fatores determinantes para o acidente que matou a mulher. Segundo ele, o veículo Siena caiu no rio Canabarro e se alojou sob a ponte, localizada no km 64 da BR-116, em Campestre da Serra. A mulher estava desaparecida desde sábado e seu corpo foi encontrado por bombeiros e pela Polícia Rodoviária Federal na tarde desta segunda-feira.
O delegado Defaveri explicou que somente a perícia vai determinar se a causa da morte foi afogamento ou o choque contra o chão. A mulher estava sozinha e com o cinto de segurança. O corpo e o carro já foram retirados do local do acidente. A vítima deve ser cremada na terça-feira em Caxias do Sul.
Quarenta soldados da BM auxiliaram nas buscas, no trecho da BR-116 entre as praças de pedágio Rodosul (km 48 de Vacaria) até o pedágio da Univias (km 126 em São Marcos). Eles percorreram 78 km – divididos em grupos - com o objetivo de localizar indícios da mulher. A Polícia Rodoviária Federal, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil e familiares também ajudaram nos trabalhos. A BM ainda utilizou dois helicópteros na ação.
Vera Lúcia foi vista pela última vez por volta das 13h de sábado, em Caxias do Sul. Ela deixou o município para se deslocar até Vacaria, onde mora. Antes disso estava em Nova Petrópolis, onde participou de um curso de gestão ambiental. O automóvel havia passado pelo pedágio de São Marcos, às 13h57min, mas não havia registro de que tivesse trafegado pela praça de Vacaria.
Velocidade acima do limite e curvas podem ter matado corretora, diz delegado
Corpo de Vera Lúcia Mohr foi encontrado nesta tarde em Campestre da Serra