Inicialmente, os fiscais não sabiam o que era o líquido amarelo que, segundo o comerciante, seria produto de limpeza. Desconfiada, uma fiscal derramou um pouco do líquido no chão e esfregou com o pé para ver se fazia espuma, o que não aconteceu. Após recolherem as embalagens, a substância passou por análise laboratorial, constatando que se tratava de urina humana. O material está recolhido na Vigilância Sanitária e será descartado na privada; e as embalagens, encaminhadas para reciclagem.
O diretor da Vigilância em Saúde de Canoas, Paulo Zubaran, explica que a hipótese mais provável é de que o homem utilizava os recipientes para urinar e não deixar o estabelecimento sozinho. O porquê ele guardava as garrafas na geladeira, bem como que destino daria ao material, entre outros questionamentos, deve ser elucidado hoje, quando o comerciante deve prestar esclarecimentos. 'Nunca tínhamos encontrado uma situação dessas em Canoas. Provavelmente ele responderá por crime contra a saúde, por guardar o material junto aos alimentos, colocando em risco a saúde pública', reforça o diretor.
Hoje será lavrado um boletim de ocorrência na Polícia Civil. Também será aberto um processo administrativo na prefeitura, que pode ter como consequência a aplicação de multas, advertências e até o fechamento do local.