Vendedores ambulantes protestam contra apreensão de mercadorias no Centro de Porto Alegre

Vendedores ambulantes protestam contra apreensão de mercadorias no Centro de Porto Alegre

Grupo de comerciantes colocou fogo em caixas de madeira próximo ao Mercado Público

Cláudio Isaías

Fiscalização informou que comerciantes não tinham alvará e que produtos seriam sem procedência

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Indignados com uma ação dos fiscais da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Economico (SMDE), um grupo de aproximadamente 30 ambulantes colocou fogo na manhã desta quinta-feira em caixas de madeira próximo do terminal de ônibus da Praça Parobé, no Centro Histórico de Porto Alegre. A ação foi motivada pelo recolhimento dos produtos feita pela fiscalização.

Os ambulantes que estavam no Largo Glênio Peres disseram que tentaram conversar com os fiscais e acabaram sendo reprimidos pela Guarda Municipal que usou spray de pimenta e balas de borracha para conter o protesto. A prefeitura informou que os comerciantes informais não tinham alvará e que os produtos seriam sem procedência.

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul foi acionado o apagou o fogo. Uma equipe do DMLU esteve no local com um caminhão lava jato e realizou a limpeza da área. Os ambulantes que estavam no Largo Glênio Peres, e não quiseram se identificar, afirmaram que com o recolhimento das frutas e das verduras o prejuízo passou dos R$ 10 mil.

A secretaria informou que a fiscalização da prefeitura apreendeu mais de uma tonelada de alimentos vendidos de forma irregular por ambulantes ilegais no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico. Foram recolhidas frutas e verduras, que posteriormente serão doadas para entidades assistenciais. A operação contou com agentes da Diretoria de Fiscalização da SMDE, da Guarda Municipal, da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), com apoio da Brigada Militar. No início da tarde, o 1º Batalhão de Choque da Brigada Militar reforçou o policiamento ostensivo na área central para evitar a repetição de novos confrontos.

Na manhã desta quinta-feira, o movimento de pessoas seguia intenso no Centro de Porto Alegre. O público tratou de conferir as ofertas e promoções nas ruas dos Andradas, Doutor Flores e Voluntários da Pátria que concentram a maioria das grandes lojas. Além do uso da máscara e do oferecimento do álcool em gel, os clientes respeitam às marcações de distância, que varia entre um e dois metros dentro dos estabelecimentos.

Lojistas na expectativa ao Dia das Crianças

O Sindilojas Porto Alegre informou que todas as medidas de prevenção à disseminação da Covid-19, como o uso obrigatório de máscara, o distanciamento social e a higienização constante dos ambientes seguem obrigatórias nas lojas de rua e centros comerciais que atendem de segunda-feira a sábado, das 9h às 17h, e nas lojas de shopping que funcionam de segunda a sábado, das 12h às 20h. No domingo, véspera do Dia da Crianças, as lojas de rua e os centros comerciais estarão abertas das 9h às 17h, e os estabelecimentos de shoppings das 12h às 20h.

A celebração do Dia das Crianças pode representar muito mais do que uma data especial para o varejo gaúcho, segundo a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL/RS). Embora não faça projeções a respeito do volume de vendas, o presidente da FCDL/RS, Vitor Augusto Koch, destacou que o Dia das Crianças, tradicionalmente, faz os pais irem às compras. Ele acredita que os consumidores estão buscando presentes como brinquedos, que agradam o público infantil de 5 a 12 anos, entre os quais as bonecas, os carros articulados e jogos educativos ou de tabuleiros variados.


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