Segundo o chanceler venezuelano, estes obstáculos por parte dos Estados Uni dos também foram impostos às delegações da Bolívia, Equador e países da África. Maduro, esperado na reunião anual da Assembleia-Geral da ONU, anunciou na quarta-feira que suspendia sua viagem a Nova York para "preservar sua integridade física e sua vida", diante de informações de que havia planos violentos contra ele.
Maduro contou que, ao fazer escala no Canadá, recebeu informações sobre "duas provocações graves" contra sua visita aos Estados Unidos. Por esse motivo, decidiu suspender sua participação.
"Quando cheguei a Vancouver analisei a informação direta que nos chegou de várias fontes. Neste momento, decidi prosseguir até Caracas e suspender a viagem para Nova York diante do objetivo maior de preservar minha integridade física e minha vida", afirmou Maduro em rede nacional.
Uma das provocações "estava pensada, inclusive, para atingir minha integridade física" e outra "poderia ocasionar uma circunstância de violência em Nova York", revelou o presidente venezuelano, que retornava de uma viagem oficial à China.
Segundo Maduro, o governo dos Estados Unidos "tem informação" sobre estes planos, nos quais estariam envolvido o ex-secretário de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado Roger Noriega, e o ex-embaixador americano em Caracas Otto Reich.
Os Estados Unidos assinalaram que houve demora em autorizar o uso do espaço aéreo para o avião da Venezuela em sua viagem à China porque o pedido de Caracas não foi apresentado a tempo, mas negou que tenha rejeitado a concessão de vistos.