Assim como acontece todos os anos, os argentinos invadiram as praias gaúchas. Em Capão da Canoa, não é difícil encontrar alguém falando em espanhol. Raul Jaquet, 55 anos, disse que para passar as férias no país natal é preciso gastar mais dinheiro, além de ter que enfrentar o mar frio. Desde 1998, ele, amigos e a família veraneiam no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Para marcar a passagem, ele pediu para tirar uma foto com os netos e sobrinho. “Tenho um amigo que casou com uma brasileira e começamos a vir para cá. Estamos divididos em quatro casas aqui em Capão”, contou.
Há cinco anos a estudante Natasha Hborovski, 17 anos, sai da cidade argentina Leandro N. Alem para passar alguns dias de calor no Sul do Brasil. Ela já se acostumou com o português e disse que é mais fácil de bronzear a pele longe do frio e do vento argentinos.
A praia nesta quarta-feira está perfeita para quem quer caminhar, praticar esportes e tomar banho de mar. A temperatura da água, um pouco mais morna do que o normal, atraiu diversas crianças. Até mesmo os gêmeos, Pedro e Maria Eduarda de dois anos e sete meses. A mãe, Vanessa Acadroli, 33 anos, quase perdeu o fôlego tentando acompanhar a dupla, junto com o marido Juliano, 31. Ela contou que há poucos anos ela vinha a praia e ficava olhando para outros casais com bebês sonhando em ter os próprios filhos. “Tentei engravidar durante um ano e oito meses. Quando pensei em procurar um tratamento, vieram os gêmeos”, explicou.
Veraneio mais barato atrai argentinos ao Litoral Norte
Quarta-feira é de sol e água um pouco mais morna do que o normal em Capão da Canoa