"Tivemos que cortar gastos e definir novas prioridades", explicou o secretário municipal de Comunicação Social, Roni Nilson da Rosa. De acordo com ele, com a decisão do STF, o município deixou de arrecadar R$ 900 mil por mês. Só com a instalação de banheiros químicos nas praias, a prefeitura gastou, em 2010, cerca de R$ 400 mil. O secretário afirma que o Executivo recorreu da decisão e está otimista. No entanto, não há previsão de que novos banheiros sejam instalados durante a atual temporada. Conforme Rosa, a prioridade definida pela administração foi o investimento na área da saúde. Foram contratados 37 novos profissionais, sendo 30 médicos que atendem em sistema de plantão nos postos de saúde.
Em contrapartida, segundo o secretário, estão em andamento melhorias na área de praia, como a reforma do calçadão e o rebaixamento da areia junto ao muro de arrimo, além da instalação de chuveiros. "Todos os dias três equipes fazem a limpeza da orla de Imbé até Imara, recolhendo o lixo deixado pelos veranistas", ressaltou o administrador.
Sem banheiros públicos, os veranistas têm como única opção utilizar ambientes particulares. Na praia de Imbé, quiosques cobram R$ 1,00 por pessoa. Em Mariluz, o funcionário de um bar reclama que o gasto em manutenção é alto devido à grande utilização dos dois sanitários situados no local. "Toda semana tem que consertar alguma coisa", disse João Carlos Maahs. Ele acredita que a situação prejudica a imagem de Imbé, já que as reclamações dos turistas são constantes.
"Não bastasse a falta de banheiros, dificilmente se encontra uma lixeira", acrescentou o vendedor Vanderlei da Silva Marta, 38 anos, de Novo Hamburgo, que passa férias em Mariluz. Para Solon Andrade de Araújo Sobrinho, capitão da reserva da Brigada Militar, 76 anos, o maior problema não é a cobrança da utilização dos banheiros nos quiosques. "Da parte deles, não acho errado, mas sim do governo", observou o veranista.