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Verba do Festival de Cinema de Gramado de 2011 é suspensa pela Lei Rouanet

Presidente do evento disse que Associação de Cultura e Turismo foi inabilitada pelo Ministério da Cultura

A verba endereçada para a realização do Festival de Cinema de Gramado deste ano foi suspensa pela Lei Rouanet. De acordo com o presidente do evento, Alemir Coletto, o dinheiro, pouco mais de 1,5 milhão, está preso e não pode ser movimentado para o pagamento dos fornecedores.

Conforme Coletto, a iniciativa ocorreu em função das investigações do Ministério Público referentes ao Natal Luz e à Associação de Cultura e Turismo de Gramado (ACTG) nos meses de junho e agosto. "O que ocorre é que a ACTG foi inabilitada pelo Ministério da Cultura para realizar eventos. Ela é a proponente e gestora dos acontecimentos culturais em Gramado e na região. Sem ela, não podemos mexer no dinheiro e nem realizar atividades", disse em entrevista ao site do Correio do Povo. "O evento todo deve aos fornecedores pouco mais de 2 milhões. Desse valor, 1,5 milhão correspondem a Lei Rouanet e o restante é uma atribuição do Estado", esclereceu.

Coletto lamenta a situação e revela que teve que cancelar eventos para o restante do ano. "Infelizmente, por causa disso, fui obrigado a cancelar o Festival da Gastronomia que era para estar ocorrendo neste mês de outubro. Estamos realmente como meros espectadores. Estamos de mãos atadas", resumiu o dirigente do Festival de Cinema de Gramado.

Em junho, o Ministério Público Estadual denunciou 34 pessoas por crimes de formação de quadrilha e peculato na organização do Natal Luz de Gramado. A ação, chamada de Operação Papai Noel, recolheu livros de contabilidade, notas fiscais, arquivos de computadores, planilhas e outros documentos relacionados ao evento. 

Para o MP, as autoridades municipais não atuaram na defesa do patrimônio público. “O Natal Luz é talvez o maior bem público de Gramado, mas foi totalmente privatizado. O evento não trazia nenhum lucro para a comunidade. Beneficiava apenas uma família e pessoas de sua relação”, afirmou na época o promotor Antônio Képes.

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