Duarte disse que teria enviado três e-mails à Casa Civil pedindo a intervenção da Brigada e, no entanto, ainda aguarda a resposta. O vereador Idenir Cecchim (PMDB) chegou a mencionar a abertura de um processo de impeachment de Tarso: “É lamentável o que está acontecendo. Os vereadores querem trabalhar e pedimos para que o governo cumpra essa reintegração. Não podemos permitir que o governador do Estado, que é costumeiro em descumprir ordens, faça isso. Podemos até mesmo pedir um impeachment”.
O presidente da Câmara entregou um relatório com os principais fatos desde a ocupação da Casa, na quarta-feira da semana passada. No documento, ele acusa os manifestantes de usarem crianças no ato e conta que um artefato foi encontrado embaixo de um veículo oficial e entregue à BM.
Após a coletiva, os vereadores Alberto Kopittke e Carlos Comassetto, do PT, deixaram Câmara após a coletiva e seguiram até a Assembleia. No local, pediram para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Pedro Westphalen (PP), não tomar partido e evitar os ataques ao governador. Segundo eles, a saída proposta por Duarte é política, pois não teria se preocupado em reestabelecer o diálogo com os manifestantes.
No sábado, a Justiça determinou a reintegração de posse do prédio, pedido feito pelo vereador Duarte. Mais cedo, em pronunciamento no plenário, os manifestantes defenderam a retomada do diálogo com os parlamentares, porém, informaram que não pretendem deixar o prédio. "Não há possibilidade de sairmos da Câmara sem indicativo de reabertura do diálogo para o encaminhamento dos dois projetos", diz uma carta assinada pelo grupo e lida à imprensa.
Através do Twitter, a BM informou que não recebeu solicitação de apoio para dar andamento ao processo de reintegração de posse na Câmara Municipal. Westphalen solicitou aos vereadores a elaboração de um relatório a respeito ocorrências no plenário durante a ocupação dos manifestantes. O documento será levado à reunião da Mesa Diretora da Assembleia, convocada às pressas para à tarde.