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Vereadores pedem para governo cumprir desocupação da Câmara

Presidente do Legislativo quer investigação sobre suposto uso político da BM pelo governador

Presidente do Legislativo quer investigação sobre uso político da BM pelo governador
Presidente do Legislativo quer investigação sobre uso político da BM pelo governador Foto : Vinícius Roratto
Em entrevista coletiva na Assembleia Legislativa, os vereadores de Porto Alegrem pediram que o governo estadual cumpra, através da Brigada Militar (BM), a desocupação da Casa. O presidente da Câmara Municipal, Dr. Thiago Duarte (PDT), afirmou que ainda não recebeu uma resposta da polícia e solicitou que seja feita uma investigação sobre o possível uso político da BM pelo governador Tarso Genro. 

Duarte disse que teria enviado três e-mails à Casa Civil pedindo a intervenção da Brigada e, no entanto, ainda aguarda a resposta. O vereador Idenir Cecchim (PMDB) chegou a mencionar a abertura de um processo de impeachment de Tarso: “É lamentável o que está acontecendo. Os vereadores querem trabalhar e pedimos para que o governo cumpra essa reintegração. Não podemos permitir que o governador do Estado, que é costumeiro em descumprir ordens, faça isso. Podemos até mesmo pedir um impeachment”.

O presidente da Câmara entregou um relatório com os principais fatos desde a ocupação da Casa, na quarta-feira da semana passada. No documento, ele acusa os manifestantes de usarem crianças no ato e conta que um artefato foi encontrado embaixo de um veículo oficial e entregue à BM.

Após a coletiva, os vereadores Alberto Kopittke e Carlos Comassetto, do PT, deixaram Câmara após a coletiva e seguiram até a Assembleia. No local, pediram para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Pedro Westphalen (PP), não tomar partido e evitar os ataques ao governador. Segundo eles, a saída proposta por Duarte é política, pois não teria se preocupado em reestabelecer o diálogo com os manifestantes.

No sábado, a Justiça determinou a reintegração de posse do prédio, pedido feito pelo vereador Duarte. Mais cedo, em pronunciamento no plenário, os manifestantes defenderam a retomada do diálogo com os parlamentares, porém, informaram que não pretendem deixar o prédio. "Não há possibilidade de sairmos da Câmara sem indicativo de reabertura do diálogo para o encaminhamento dos dois projetos", diz uma carta assinada pelo grupo e lida à imprensa.

Através do Twitter, a BM informou que não recebeu solicitação de apoio para dar andamento ao processo de reintegração de posse na Câmara Municipal. Westphalen solicitou aos vereadores a elaboração de um relatório a respeito ocorrências no plenário durante a ocupação dos manifestantes. O documento será levado à reunião da Mesa Diretora da Assembleia, convocada às pressas para à tarde. 

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