Vigilantes em greve, a partir desta segunda-feira, impediram a entrada de clientes em diversos bancos no Centro de Porto Alegre. Por volta das 10h, a categoria fechou a entrada da agência central do Banrisul, na Praça da Alfândega. As pessoas que esperavam no local foram barradas por dezenas de grevistas que juntaram forças em frente à porta da unidade. O Banco Safra e a Caixa Econômica Federal, ambos na Rua dos Andradas, também foram fechados pelos vigilantes. Alguns bancos, inclusive, não tiveram efetivo suficiente de funcionários da segurança para abrir as portas.
Rosa Nunes, que tentou entrar na agência do Banrisul nesta manhã para tirar o saldo e foi impedida, mas afirmou que apoia a greve. “Eu apoio, sim. Não dá para trabalhar de graça”, disse. Julei de Oliveira da Silva, cabeleireira, foi a agência tentar desbloquear o cartão e retirar dinheiro para um tratamento médico do filho. Ela chegou a implorar aos grevistas, mas nem com os argumentos do problema de saúde do filho sensibilizou a categoria. "Eu preciso de R$ 1 mil e tenho R$ 5 na carteira", argumentou.
Alguns populares, como a Julei, tentaram entrar a força no banco, mas foram impedidos à força pelos grevistas. Com gritos de "vigilantes unidos jamais serão vencidos", a categoria ainda tentava argumentar com os clientes do banco, mas no fim a discussão acabava com xingamentos de ambos os lados. Alguns funcionários da segurança diziam para a população não tocá-los, mas logo recomeçavam os gritos de guerra e o empurra-empurra. Em diversas tentativas por parte da imprensa de ouvir os argumentos da população, os grevistas começaram apitaços.
O Banrisul informou que todos os funcionários estão apostos para o atendimento e que, inclusive, os vigilantes da agência da Praça da Alfândega estão em serviço. No início da manhã houve a informação de que as agências do Bradesco não abririam, mas não foi confirmado. A assessoria de imprensa do banco não quis comentaria o caso.
Além dos bancos, hospital e empresas de alarmes também foram afetados pela greve. A greve foi deflagrada hoje depois de uma reunião que ocorreu na quinta-feira. Os vigilantes reivindica 12% de reajuste e R$ 18 de vale alimentação. Atualmente eles recebem R$ 14 como auxílio.
De acordo com a assessoria de imprensa do Sindi-Vigilantes do Sul, a manifestação tem abrangência estadual. No Rio Grande do Sul há cerca de 60 mil vigilantes. Ao menos 300 estão na Praça da Alfândega, em Porto Alegre. Eles pretendem fazer caminhada ainda nesta manhã. Há também piquetes em frente a outros bancos da Capital e do Litoral Norte.
Vigilantes em greve impedem clientes de acessar bancos em Porto Alegre
População e grevistas mediram forças na agência central do Banrisul