Os moradores enfrentam o problema há 15 dias, com oscilações de água na parte da noite, mas nos últimos nove a água não chega nos reservatórios, nem em pouca quantidade. O pedreiro Ademir Veloso, 37, enche o máximo de garrafas que consegue com a chegada do caminhão. “Estamos abandonados, só tenho essa água que estou armazenando agora”, conta.
“Nossa região é o limite porque é o último estado onde o ser humano pode chegar”, explica a aposentada Ilsa Bueno, 48, mãe de seis filhos e que cria mais quatro da filha.
Sem água, não consegue dar banho nas crianças, nem lavar as roupas, que estão apodrecendo no cesto. Também sofre de enfisema pulmonar e precisa do aparelho de oxigênio para respirar. O equipamento necessita de água para umidificar o ar que a aposentada respira.
A dona de casa Viviane Santos da Silveira, 37 anos, levou os cinco filhos para tomar banho nas águas poluídas do Guaíba. “Esse é o único local que temos para nos banhar”, afirma.
De acordo com o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), os motivos da falta de água são desconhecidos, por isso não há previsão para o reabastecimentos. Caminhões-pipa serão dirigidos ao local até a solução do problema. Na manhã desta quinta-feira, o Dmae começa o trabalho de verificação para tentar identificar a origem do problema.
Há 9 dias sem água, moradores da Vila Jardim Marabá, dependem de caminhão-pipa / Foto: André Ávila