Entretanto, cerca de 20 optaram por permanecer em frente ao terreno onde ficavam as casas. Como esses moradores tinham carroças e cavalos, acabaram montando barracas no meio da rua. Enquanto isso, dezenas de voluntários chegavam ao local com alimentos, material de higiene e agasalhos.
O secretário municipal de direitos humanos, Luciano Marcantônio, explicou que no primeiro momento a ação foi alocar todas as famílias. Mesmo assim, foi respeitado o direito daquelas que não quiseram sair do local. O secretário destacou que foi articulado com as lideranças para que a área atingida pelo fogo não voltasse a ser ocupada. Isso viabilizará, segundo ele, que se comece a construir o conjunto habitacional, com o apoio do Departamento Municipal de Habitação (Demhab), da vila Liberdade.
O empreendimento terá 600 residências e está previsto no projeto original da entrada de Porto Alegre. Enquanto isso, algumas famílias vão receber o auxílio-aluguel. A previsão é de que obra esteja finalizada em dois anos.
Entre os moradores ainda havia o clima de desconfiança, o que motivou muitos a permanecerem nas barracas. De acordo com o presidente da Associação dos Moradores da Vila Liberdade, Erlon Nogueira de Lima, a mobilização para ajudar as famílias está sendo fundamental para reverter os danos do incêndio. Ele lembrou que agora terá início uma articulação para permitir que o novo conjunto habitacional seja erguido.
Para o coordenador estadual do movimento Luta pela Moradia, Ezequiel Moraes, o fato de muitas famílias permanecerem no local é um sinal do desejo deles de permanecerem. Além disso, assegura o diálogo com o poder público. Ele destacou que foi feita uma série de reivindicações, como a colocação de banheiro externo e a presença da EPTC, para monitorar o trânsito, evitando acidentes.
Material de limpeza e alimentos são prioridade
Moradores e voluntários que ajudam a comunidade da Vila Liberdade aproveitam o fim de semana para organizar e distribuir doações. Segundo a Coordenação de Apoio, já existe bastante roupa e calçado no ginásio da escola. A necessidade atual da comunidade é de sacos de lixo (claros), produtos de higiene e limpeza, materiais escolares e alimentos não perecíveis. O contato da Defesa Civil é (51) 3268-9026.