Segundo a presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens do Rio Grande do Sul (Abav/RS), Rita Vasconcelos, neste tipo de situação, a desistência, não obriga as empresas turísticas de arcar com os prejuízos. “O ressarcimento só está previsto em caso de calamidade pública, o que não é o caso neste momento”, afirmou. Rita ressaltou porém que a quantidade de gaúchos que opta por Salvador como destino das férias é pequeno, se comparado com outras regiões turísticas do Nordeste, o que faz com que possíveis desistências não gerem grandes impactos.
Funcionária de uma das agências de viagem da Capital que comercializa pacotes para a Bahia, Taís Correa concorda que os gaúchos, no caso do Carnaval, preferem ir ao Rio de Janeiro. Já os que buscam viagens ao Nordeste optam, a maioria, por Maceió ou Recife. Mesmo assim, ela reconhece que na última semana alguns clientes optaram por esperar a situação se normalizar em Salvador para comprar os pacotes. Além disso, Taís recorda de casos de turistas que tentaram cancelar a viagem, porém, que em função de não haver o ressarcimento decidiram embarcar.
“Temos mantido contato frequente com as agências de lá para saber como está a real situação. Todos os passeios estão mantidos e sendo realizados sem problemas. Estamos passando essas informações aos clientes”, disse. Para a dirigente da Abav/RS, normalmente quem compra pacotes para passar o Carnaval em Salvador o faz com grande antecedência e normalmente são jovens. “Dificilmente irão cancelar a viagem”, comentou.
Além disso, ela ressalta que há uma preocupação muito grande com esses acontecimentos em função do que tem sido relatado pela mídia. “Óbvio que é uma situação que exige cautela, como a de o turista não se afastar do grupo e manter-se dentro das rotas de passeios, evitando se perder. Mesmo assim, se fosse um caso sério, a informação viria dos gestores da cidade”, enfatizou.