O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) vistoriou os prédios do centro de operações postais dos Correios e telégrafos, localizado na avenida Sertório, na zona Norte de Porto Alegre. A visita foi feita na manhã desta segunda-feira com a presença de cerca de 20 pessoas representando a empresa pública, entre eles o coordenado de Operações Larry Manoel Medeiros de Almeida, acompanhado da assessoria jurídica e da equipe de manutenção. O local havia sido interditado pela Justiça no início da sexta-feira pelas más condições de trabalho, mas a decisão acabou suspensa no mesmo dia.
Segundo o juiz da 5° Vara do Trabalho, Jorge Alberto Araújo, alguns dos problemas indicados em audiência na última quinta-feira foram resolvidos no final de semana, como a colocação de novas torneiras nos banheiros. A parte elétrica também está sendo revista, mas ainda não está completamente arrumada. “Entre as questões mais importantes para a segurança dos trabalhadores e que ainda não foram resolvidas estão a colocação de extintores e adequação dos hidrantes.”
De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do RS (Sintect/RS), João Carlos Farias, tanto a elétrica quanto a prevenção de incêndio são preocupações dos 1,2 mil trabalhadores. “Os fios no espaço da triagem, onde atuam mais de 500 pessoas, estão expostos e ainda há cadeiras faltando”, acusou. Farias informou que as demandas já vem sendo tratadas com a empresa há mais de um ano. “É uma pena que apenas por meio da Justiça alguma mudança seja feita. Mesmo assim, foi só uma tapeada porque o prédio não recebe manutenção há tempos”, critica.
A empresa não permitiu o acompanhamento da imprensa. Até mesmo a entrada no pátio do Centro de Operações foi impedida pelos seguranças. Por meio de nota, os Correios informaram que “por questões de segurança dos processos operacionais e visando a preservação do sigilo postal, o acesso a áreas operacionais da empresa é restrito a pessoas autorizadas. Pelas mesmas razões, a empresa não autoriza o registro de imagens das dependências internas dos Correios”. Enquanto a vistoria ocorria do lado de dentro do portão, fora dele, diversos trabalhadores se manifestavam em apoio à interdição.
Na sexta-feira, durante o turno da tarde, os trabalhadores se retiraram dos prédios até que a interdição fosse suspensa. A empresa não se manifestou sobre a manutenção e as reclamações dos servidores.
Vistoria do TRT aponta melhorias, mas alguns problemas persistem no centro de operações dos Correios
Local foi interditado na sexta-feira, mas decisão foi suspensa no mesmo dia