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Viva o Centro a Pé tem primeira edição de 2012

Mais de 100 pessoas realizaram caminhada guiada por arquiteto

Esta foi a primeira caminhada do ano do projeto
Esta foi a primeira caminhada do ano do projeto Foto : Mauro Schaefer
Mais de cem pessoas se reuniram no Centro de Porto Alegre neste sábado para percorrer e conhecer a história dos principais pontos turísticos da região. O trajeto, guiado pelo arquiteto e mestre em planejamento urbano e regional Luiz Merino Xavier, começou na Praça Daltro Filho e seguiu pelo viaduto Otávio Rocha, Praça da Matriz, Praça da Alfândega e Praça Montevidéu. A caminhada foi a primeira do projeto Viva o Centro a Pé realizada em 2012.

“O foco desse passeio é a transformação pela qual passaram os lugares”, destacou Xavier, que integra a Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (Ephac). A Praça da Matriz, conforme ele, era um espaço descampado, no início da colonização açoriana, e passou por alterações, a partir da influência francesa e inglesa, até chegar aos moldes de hoje.

Ao saber que todos os materiais usados para construir o Palácio Piratini, junto à Praça da Matriz, tiveram que vir da França, o publicitário Emílio Chagas ficou surpreso. “Sempre ficamos sabendo de algumas curiosidades”, afirmou. Para ele, é fundamental conhecer a história da região.

A analista de sistemas Lilian Fernandes, de 31 anos, já participou de diversos passeios guiados pelo Centro, onde mora. Segundo ela, essa é uma oportunidade de conhecer a história de lugares por onde se passa diariamente. “A gente vê a cidade com outros olhos”, comentou. Com o conhecimento adquirido, ela pode apresentar a Capital para amigos que vêm de fora. “Gosto de caminhar, aprender e mostrar a história para outras pessoas”, disse.

Durante a caminhada, o viaduto Otávio Rocha foi apresentado como a grande obra viária da década de 1930. A estrutura, além de embelezar a cidade, serviu, à época, para a cidade se expandir para a zona Sul. Na Praça da Alfândega, foi mostrada o trabalho de revitalização do espaço e a tentativa de resgate do que o lugar era na década de 1920.

Já na Praça Montevidéu, o arquiteto falou sobre o restauro da Fonte Talavera. Ele contou que todo o encanamento precisou ser refeito. “As fezes das pombas têm uma substância que danifica as tubulações”, explicou. Para os operários realizarem a obra sem quebrar azulejos, um túnel foi aberto durante o trabalho.

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