“O foco desse passeio é a transformação pela qual passaram os lugares”, destacou Xavier, que integra a Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (Ephac). A Praça da Matriz, conforme ele, era um espaço descampado, no início da colonização açoriana, e passou por alterações, a partir da influência francesa e inglesa, até chegar aos moldes de hoje.
Ao saber que todos os materiais usados para construir o Palácio Piratini, junto à Praça da Matriz, tiveram que vir da França, o publicitário Emílio Chagas ficou surpreso. “Sempre ficamos sabendo de algumas curiosidades”, afirmou. Para ele, é fundamental conhecer a história da região.
A analista de sistemas Lilian Fernandes, de 31 anos, já participou de diversos passeios guiados pelo Centro, onde mora. Segundo ela, essa é uma oportunidade de conhecer a história de lugares por onde se passa diariamente. “A gente vê a cidade com outros olhos”, comentou. Com o conhecimento adquirido, ela pode apresentar a Capital para amigos que vêm de fora. “Gosto de caminhar, aprender e mostrar a história para outras pessoas”, disse.
Durante a caminhada, o viaduto Otávio Rocha foi apresentado como a grande obra viária da década de 1930. A estrutura, além de embelezar a cidade, serviu, à época, para a cidade se expandir para a zona Sul. Na Praça da Alfândega, foi mostrada o trabalho de revitalização do espaço e a tentativa de resgate do que o lugar era na década de 1920.
Já na Praça Montevidéu, o arquiteto falou sobre o restauro da Fonte Talavera. Ele contou que todo o encanamento precisou ser refeito. “As fezes das pombas têm uma substância que danifica as tubulações”, explicou. Para os operários realizarem a obra sem quebrar azulejos, um túnel foi aberto durante o trabalho.