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Volkswagen investigará seu papel durante ditadura militar brasileira

Ex-trabalhadores e ativistas acusaram a empresa de ter permitido perseguição e tortura

Denúncia aponta tortura de 12 trabalhadores na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo
Denúncia aponta tortura de 12 trabalhadores na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo Foto : Ralf Hirschberger / DPA / AFP
A companhia alemã Volkswagen vai encarregar um historiador independente de analisar o comportamento da montadora nas duas décadas de ditadura militar iniciadas em 1964 no Brasil. "Queremos esclarecer o período obscuro da ditadura militar (de 1964 a 1985) e o comportamento dos responsáveis (da companhia) no Brasil e, se corresponde, na Alemanha", informa um comunicado da diretora jurídica do grupo, Christine Hohmann-Dennhardt.

Em setembro de 2015, ex-trabalhadores e ativistas processaram a Volkswagen no Brasil, acusando a empresa de ter permitido a perseguição e tortura de trabalhadores que se opunham ao regime militar. Segundo a denúncia, 12 trabalhadores foram presos e torturados na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo. Também acusaram a empresa de ter elaborado "listas negras" de opositores à ditadura militar.

"Vamos esclarecer o papel da empresa durante a ditadura militar no Brasil, com perseverança e a coerência necessária, da mesma forma que fizemos, de forma rápida e completa, sobre assuntos do passado nazista e o uso de trabalho escravo", acrescenta o comunicado. Para a tarefa, a companhia elegeu o "historiador independente Christopher Kopper", um professor da Universidade de Bielefeld.