Algumas cidades do Noroeste do Estado registraram volume de chuva superior à metade da média de todo o mês nas últimas 24 horas. O acumulado em um dia ficou entre 50 mm e 70 mm. Em municípios próximos a Santa Rosa, o volume chegou a 100 mm em 30 horas, o que é praticamente a média de 30 dias. E a precipitação segue em todo o Rio Grande do Sul neste domingo, com possibilidade de pancadas fortes em pontos isolados. Segundo a MetSul Meteorologia, com a chuva esperada para hoje e amanhã, muitas outras localidades do Estado devem atingir volumes entre 50% e 100% da média de julho.
Apesar da umidade, a temperatura tem se elevado gradativamente ao longo de ontem e hoje em todas as regiões gaúchas. Em Santana do Livramento - onde houve até mesmo testemunhos de neve, no sábado, quando os termômetros marcavam cerca de 3,2ºC por volta das 8h30min -, fez 11,4ºC na manhã deste domingo.
No início do fim de semana, as máximas não passaram de 13ºC e hoje não devem superar os 17ºC, segundo a MetSul. Na segunda-feira, o dia inicia com chuva em quase todo o Estado, mas o tempo começa a melhorar ao longo do período a partir do Oeste com queda de temperatura da tarde para a noite. De acordo com a MetSul, a temperatura deve estar mais baixa à tarde do que no começo da manhã na maioria das localidades gaúchas, inclusive em Porto Alegre. Entre a madrugada e o período da manhã pode chover forte, especialmente na Metade Leste gaúcha. O vento se intensifica com sensação de frio.
Quarta-feira com calor no Estado
O tempo pode testar ainda mais a saúde dos gaúchos na próxima semana. Após um começo de semana com temperatura baixa, a MetSul Meteorologia não descarta a possibilidade de calor na quarta-feira. “As projeções computadorizadas têm oscilado muito quanto à quarta-feira, mas algumas têm indicado máximas de 26ºC a 28ºC para Porto Alegre”. O meteorologista Eugenio Hackbart observa que, caso venha a se confirmar o calor na metade da semana, o Rio Grande do Sul poderia voltar a sofrer com temporais entre quarta e quinta-feira.
Ciclone
O centro de baixa pressão que avança do Norte da Argentina para o Uruguai, ao alcançar o Atlântico, pode se transformar em um ciclone extratropical. O fenômeno, contudo, deve se originar no litoral argentino a uma grande distância do Rio Grande do Sul e não deve ser muito intenso. O vento associado ao sistema deve ser mais forte no Sul e no Leste do Estado, sobretudo no Litoral Sul, onde algumas rajadas podem chegar a 80 km/h.
Argentina
Subiu para 11 o número de mortos pela onda de frio na Argentina, segundo alguns jornais locais. Os casos são de hipotermia e acidentes domésticos relacionados às baixas temperaturas, como intoxicação por gás.
O país enfrenta uma grave crise energética, em razão do alto consumo de gás para o aquecimento. Para suprir a demanda, a Argentina tem importado energia do Brasil. O alto consumo de gás fez com que fosse interrompido o abastecimento do setor industrial, paralisando grandes empresas, de acordo com o jornal La Nación.
Segundo a MetSul, pode nevar hoje no centro da Argentina, em cidades como Santa Fé, Rosário e Paraná, onde o fenômeno é muito raro. Já houve relatos, nesta manhã, de neve misturada a chuva em cidades na província de Santa Fé.
Volume de chuva supera metade da média do mês em um dia
Noroeste do Estado registrou acumulado de cerca de 70 mm em 24 horas