“Árvore não é lixo”, define o pequeno Nicolas de Castro. Aos quatro anos de idade, ele exibe o que já aprendeu sobre preservação, enquanto olha encantado para a fantasia feita com tronco de espuma e folhas de tecido.
A mãe dele, Cristiane Müller de Castro, 24, acredita que as lições básicas sobre natureza devem ser construídas em casa, bem cedo. “A gente ensina a não jogar lixo no lugar errado e a respeitar as plantas, porque precisamos do ar limpo e dos alimentos”, explica o dona-de-casa.
Para a voluntária do Greenpeace Michele Schmachtenberg, de 30 anos, a lição bem aprendida pelo Nicolas representa um dos principais objetivos das ações promovidas pela entidade: “Conscientizar as pessoas, incentivar uma discussão voltada à mudança de atitude, cuidado com o ambiente, estimular o consumo seletivo”, descreve.
Consumir menos e dar o destino mais adequado aos resíduos, lição mais sofisticada, já está integrada ao cotidiano do eletrotécnico Fabríocio Plentz, 25 anos. “Trabalhei em uma empresa muito rigorosa com a separação do lixo. Isso me fez inserir a separação também em casa, de acordo com minha esposa Daila. O exemplo da gente fica para o filho, Bernardo, de quatro aninhos”, afirma o morador de São Leopoldo.