Gilmar Mendes foi o sétimo ministro a votar a favor da liberação do aborto de feto anencéfalo, sem que isso configure crime. Além dele, o relator Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Ayres Britto somam sete votos favoráveis à medida. O único contrário é o ministro Ricardo Lewandowski.
Ainda faltam votar o ministro Celso de Mello e o presidente do STF, Cezar Peluso. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido de votar porque, quando advogado-geral da União, se manifestou publicamente sobre o tema. Até o presidente da Corte determinar o resultado final do julgamento, os ministros podem mudar o voto durante a sessão.
O plenário do STF analisa a ação proposta em 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, pedindo que a Suprema Corte permita, em caso de anencefalia, que a mulher possa escolher interromper a gravidez, sem que isso seja crime. De acordo com o Código Penal, o aborto é crime em todos os casos, exceto se houver estupro ou risco de morte da mãe.