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Yeda inspeciona obras da RSC-471

Estrada ligará regiões Norte e da Produção ao Porto de Rio Grande com economia de 100 quilômetros no trajeto

Até o final de outubro deste ano, as empreiteiras Andrade Gutierrez e OAS garantiram a conclusão das obras nos trechos 2 e 3 da RSC-471, que vai ligar as regiões Norte e da Produção ao Porto de Rio Grande permitindo uma economia de mais de 100 quilômetros no trajeto. A informação foi confirmada por técnicos das duas empresas à governadora Yeda Crusius, pela manhã, durante inspeção das obras, na região de Gramado Xavier, entre Barros Cassal e Herveiras, região em que está localizado o Lote 1, do Eixo Norte da rodovia.

“Esta é a obra rodoviária mais importante do nosso governo, que eu chamaria de Transriograndina, se assim o pudermos”, comemorou.

Para a governadora, a obra será de vital importância para o desenvolvimento não apenas das regiões que serão cortadas pela rodovia, mas para todo o RS. Segundo Yeda, a estrada vai se transformar em um verdadeiro corredor de exportações e contribuirá para melhorar a ligação das áreas produtivas gaúchas também com outros Estados.

A governadora chegou a Gramado Xavier após realizar um sobrevoo de helicóptero sobre parte da obra e se disse impressionada com o trabalho que vem sendo desenvolvido. “Juntamente com o secretário Daniel Andrade (Infraestrutura) pude observar alguns dos cortes profundos que precisaram ser feitos no trajeto, e também o grande número de obras de arte, como pontes e viadutos já finalizados”, sustentou.

Ao conhecer mais detalhes da obra, apresentados por técnicos e engenheiros das empreiteiras, a governadora brincou que nos mapas do DAER, ainda existia apenas uma linha tracejada, que indica rodovia não asfaltada. Para mostrar que a situação havia mudado, a governadora recebeu uma caneta de um dos prefeitos presentes e fez a complementação com uma linha cheia, que significa via asfaltada, no trajeto entre Gramado Xavier e Herveiras.

Durante a exposição técnica realizada para autoridades, jornalistas e convidados, Yeda lembrou que a parte da obra do chamado Eixo Norte que está sendo construída em uma área de serra é praticamente três vezes maior do que o trecho da Rota do Sol executado neste tipo de terreno.

“Serão praticamente 26 quilômetros em região serrana, segundo fui informada”, ressaltou ela. Yeda lembrou que os recursos para a obra estão garantidos e que pretende visitar, em breve, a próxima etapa do Lote 2, que começará a ser asfaltado já na próxima semana, com previsão de finalização do pavimento até o final de julho.

O secretário de Infraestrutura e Logística, Daniel Andrade, destacou que a RSC 471 representa uma atuação focada na concretização de políticas públicas para o desenvolvimento. “Esta é uma rodovia em que o usuário será o contribuinte para o qual estará retornando diretamente o imposto cobrado pelo governo estadual. É uma obra para o desenvolvimento do Rio Grande, gerando riquezas e melhores condições no escoamento da produção para o Porto de Rio Grande”, sustentou.Daer fala na obra

A construção do eixo Norte da RSC 471 pode ser considerada uma grande aula de engenharia, pois ali estão sendo enfrentados grande parte dos problemas que uma grande obra pode trazer. Essa é a avaliação do diretor-geral do DAER, Vicente Britto Pereira, que tem realizado vistorias permanentes nos três trechos que estão em andamento. “São dificuldades geotécnicas das mais variadas, principalmente no que se refere aos cortes que precisam ser feitos no relevo, numa área bastante pedregosa, e com parte dela localizada numa serra”, sustentou.

O trecho 2, entre Herveiras e Vera Cruz é o que traz maiores desafios para as construtoras. Naquela etapa, a OAS trabalha com aproximadamente 600 operários e mais de 250 equipamentos. “Mesmo com um grande time de pessoas trabalhando, neste período com uma ação 24 horas, ainda é difícil manter o ritmo mais acelerado por questões como estas”, disse Vicente Pereira. No local, um dos maiores entraves fica em uma área onde existe uma subida de serra com variação de quase 600 metros de altitude.

O diretor do DAER lembrou que a RSC 471 é, atualmente, a maior obra em andamento no Estado com recursos diretos do Estado. Segundo ele, apenas a Rodovia do Parque, na Região Metropolitana de Porto Alegre, será maior em termos de investimentos. “No total, esta rodovia vai custar mais de R$ 300 milhões, que devem ser incrementados devido a realização de obras complementares como acessos a municípios, e cujos projetos estão sendo elaborados para serem licitados”, sustentou. Ele destacou que existem diversas obras rodoviárias sendo tocadas pelo governo estadual, demandando fortes recursos.

Vicente Pereira também que até o dia 30 de junho, deve ficar pronto o viaduto da RSC 471 sobre a RSC-287. A edificação fica na área do trecho 1, entre Vera Cruz e Santa Cruz do Sul.

Para o diretor de Infraestrutura do Daer, Cezar Garcia, os cronogramas estão sendo mantidos e toda a extensão dos trechos estão sendo executados com muita qualidade. “Estamos acompanhando conjuntamente com os técnicos da Andrade Gutierrez e da OAS todos os procedimentos, e apesar das dificuldades que uma obra deste porte imprime, o calendário está dentro das previsões.

Para Renato Junqueira, da Andrade Gutierrez. a conclusão do Lote 1, entre Herveiras e Barros Cassal deverá ser concluído até o mês de setembro. “Estamos com um batalhão de operários trabalhando, e em boa parte do trecho já colocamos o asfalto completo, enquanto em alguns quilômetros ainda precisamos colocar a segunda camada”, assegurou o engenheiro.