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Zombie Walk brinca de aterrorizar Porto Alegre neste sábado

Centenas de aspirantes a mortos-vivos deixaram suas marcas assombradas pelas ruas da Capital

Banho de sangue é o principal ritual dos zumbis de mentirinha
Banho de sangue é o principal ritual dos zumbis de mentirinha Foto : Bernardo Bercht/Especial/CP
Algo de sombrio percorre as ruas de Porto Alegre neste sábado, dia 11 de dezembro de 2010. Um casal desavisado, beirando os 50 anos, se assusta com as violentas marcas de sangue que sobem pela rua Caldas Júnior. "Meu Deus! Quem é que passou sangrando por aqui? E olha só, foi se arrastando até a praça da matriz!", exclama a senhora. A resposta vem em gritos agonizantes! Por aqui passou uma assustadora brincadeira: a Zombie Walk!

A "caminhada dos zumbis" reuniu centanas de jovens em frente à Casa de Cultura Mário Quintana. Dali, o comboio macabro seguiu assombrando pela Andradas, subiu a Caldas Júnior e manteve  sua marcha assustadora até o Parque da Redenção.

No meio do caminho, o aspirante a morto-vivo, "John das Cavernas", que não quis dar seu nome real, atrasou-se. Um zumbi "responsável", ele precisava terminar de amaldiçoar, infectar, transmutar (o que preferir o leitor) três garotas para participar da caminhada. Sem pestanejar, ele despejou um galão de "sangue" sobre as vítimas indefesas. Um grupo de crianças que brincava na praça parou imediatamente o que estava fazendo para assistir ao filme de terror ao vivo. Tudo "de curtição" é claro.

"Isso aqui é um grande barato, principalmente para quem adora filmes de terror. A ideia é brincar de morto-vivo e pregar o maior número de peças possível", destacou o zumbi recém transformado. No meio desta conversa, uma garota se oferece para o sacrifício: "Tem mais sangue aí?", tendo como resposta um banho de sangue e uma transformação imediata. "Matar de mentirinha é o maior barato", exclama John das Cavernas.


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