Marchezan ressaltou a importância da iniciativa, considerada o caminho que dá certo. “A Zoravia e todos os colaboradores são loucos do bem, porque para transformar toda a área que está há décadas abandonadas, e chamar a responsabilidade para si é um ato de coragem”, declarou.
Toda a estrutura original será mantida e no interior serão feitas as adequações necessárias para atender a demanda do instituto. Emocionado com o momento, o titular da Secretaria de Cultura, Luciano Alabarse, salientou a importância de acreditar nos sonhos. “A Zoravia é a maior artista plástica gaúcha ainda viva no Estado. Essa ação proposta é maravilhosa, todos estão de parabéns. Hoje o local parece um filme de terror, mas logo estará transformado e será ocupado pelas crianças, pela arte”, disse.
No próximo dia 5 um grupo, composto por educadores e estudantes de três instituições da Capital farão a pintura no tapume que cobre parcialmente a residência de cerca de 400 metros. “Como o secretário falou, hoje pode até dar medo, mas depois será um espaço de prazer, uma área de inclusão em Porto Alegre”, exclamou a artista.
Conforme Zoravia, a residência está há 30 anos sem receber nenhuma melhoria e está localizada em um dos pontos em que a arte mais está presente: “Um ponto que conta com 10 espaços culturais no entorno, fácil para os colégios visitarem, fácil para o turismo. O espaço está em decadência, mas passará por uma reforma total”, destacou.
Ela explica que no núcleo inicial de trabalho, quatro arquitetos trabalham de forma contínua no projeto. Depois de todos os trabalhos concluídos, oficinas, workshops e diversas outras atividades acontecerão. “Tudo o que hoje funciona no meu instituto em Ipanema será transferido para o Centro. O prédio é lindo, do século 20. Primeira ação a ser feita é o levantamento arquitetônico e histórico”, descreveu. A arquiteta e conselheira Ester Meyer, apresentou um vídeo da história e da perspectiva em 3 D do imóvel.