O Google anunciou nesta sexta-feira algumas melhorias na forma como aplica o "direito a ser esquecido" nas buscas online que são feitas a partir da Europa. A modificação busca eliminar uma falha que permitia aos internautas europeus eludir o direito ao esquecimento e realizar as buscas que foram retiradas da lista de referências à petição dos envolvidos. Conseguem simplesmente usando google.com em vez de usar o site de busca dedicado a cada país, como google.com.br para a Espanha por exemplo.
"A partir da próxima semana, além de nossas práticas já em vigor, usaremos também um sinal de geolocalização (como um endereço IP) para restringir o acesso às páginas da internet tiradas de referências de todos os domínios de busca do Google, entre eles google.com", explicou Peter Fleischer, conselheiro em assuntos relativos à vida privada no Google.
"Isso é válido para todas as buscas realizadas de um país em que uma pessoa pediu que sejam retiradas certas páginas", afirmou. "Aplicaremos esta mudança retroativamente a todas as páginas que já havíamos tirando das referências devido a uma decisão da corte europeia".
O direito ao esquecimento permite a um indivíduo fazer desaparecer informações pessoais indexadas por um motor de busca, sobretudo se são prejudiciais ou imprecisas. O Google, primeiro ator no mercado de pesquisas online na Europa, foi condenado a aplicar uma sentença da corte europeia em meados de maio de 2014. Desde o final do mesmo mês, propôs aos internautas europeus que preencham um formulário online se desejam mostrar conteúdos que querem das buscas.
Google vai melhorar procedimento de "direito ao esquecimento" digital na Europa
A modificação busca eliminar uma falha que permitia aos internauta fazer buscas que foram retiradas da lista