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Mãe de bebê que sobreviveu a acidente em Pedro Osório fala em milagre

Menina de 1 ano foi resgatada boiando em um canal após acidente com carro da família

Mãe de Nicole espera que filha receba alta nesta terça-feira
Mãe de Nicole espera que filha receba alta nesta terça-feira Foto : Carla Ruas / CP
Um milagre. Essa foi a definição de Lilian Kopereck na manhã de hoje, no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, para o resgate de sua filha, Nicole, de apenas um ano e um mês, em acidente ocorrido no sábado, em Pedro Osório. Nicole foi resgatada boiando em um canal distante 300 metros do local do acidente e a estimativa da mãe é que receba alta hoje da UTI Pediátrica do hospital.

Na tragédia, o pai da menina, Rodrigo Alves Duarte morreu, mas outras três pessoas sobreviveram. “Eu estava no banco de traz do carro e me assustei com o choque. Acho que um animal cruzou na frente do veículo. Fechei os olhos e não sei como saí do carro. Perdi a consciência”, contou Lilian, ainda abalada pelo acidente. A grande preocupação da mãe no momento da tragédia era que a menina estivesse dentro do veículo acidentado, que estava em um arroio, no km 568 da BR 116. A família vinha de Pelotas em direção à Jaguarão para um passeio.

O pai de Lilian, Aldo, não estava no veículo, mas também fala em milagre. “Ela tomou muita água”, contou. As vítimas do acidente foram encontradas pelo soldado Gerson Luis Castro, do Corpo de Bombeiros de Pelotas. Ele estava de férias, em direção a Jaguarão com a família (a mulher e o filho de nove anos), e estranhou as marcas de freada de pneu na pista em direção a um barranco. “Eram marcas recentes e quando visualizei o carro, estava quase tudo submerso”, contou. Segundo ele, duas mulheres (Lilian e a mãe) estavam presas a uma cerca e gritavam que havia um bebê. “Além disso, um homem também gritava de dentro do carro, só com a cabeça para fora”, relatou. Antes de fazer o resgate, ligou para a concessionária responsável pelo trecho, onde trabalhou por cinco anos, e também pediu o auxílio dos bombeiros da região.

A menina foi vista na água por um capataz da região, que a entregou para a mulher do soldado, que é enfermeira, para os primeiros cuidados. “Nicole estava com parada cardiorespiratória e fiz manobras para estimular a criança”, relatou. A menina foi aconchegada no carro do bombeiro até a chegada de auxílio. Castro também tentou salvar a vítima fatal. “Ele estava preso ao cinto. Cortei com uma faca. Só depois fiquei sabendo que havia mais uma pessoa dentro do carro além do que eu já havia retirado”, afirmou, destacando que o resgate foi difícil. Segundo ele, a sua principal motivação foi o pedido desesperado da mãe. “Também tenho um filho”, afirmou.