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Maior máquina do mundo faz primeiro choque de partículas

Acelerador ficou 14 meses sem operar por causa de vários problemas técnicos

Maior máquina do mundo faz primeiro choque de partículas
Maior máquina do mundo faz primeiro choque de partículas Foto : Fabrice Coffrini / AFP
O primeiro choque de partículas no Grande Colisor de Hádrons (LHC), o acelerador gigante do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN), foi registrado na tarde desta segunda-feira. O choque ocorre três dias após a reativação da máquina, que ficou 14 meses sem operar por causa de uma série de problemas técnicos.

As primeiras colisões de partículas foram observadas durante a tarde desta segunda-feira: "É uma grande vitória por termos percorrido um longo caminho em tão pouco tempo", disse Rolf Heuer, diretor-geral do CERN. "Os sinais (gerados pelas colisões de partículas) que vimos são magníficos", disse Andrei Golutvin, porta-voz do CERN.

Os cientistas disseram que os choques de prótons (partícula sub-atômica de carga elétrica positiva, que faz parte do núcleo de todos os elementos) farão surgir partículas elementares jamais vistas e recriarão, por um instante, as condições que havia no universo logo após o Big Bang, antes que as partículas elementares se associassem para formar núcleos de átomos.

Os pesquisadores do CERN esperam encontrar a prova de que existem partículas efêmeras como o Bóson de Higgs, só estabelecidas na física teórica. O maior acelerador de partículas do mundo, que funcionou por apenas algumas horas, em setembro de 2008, antes de apresentar um grave problema, voltou à atividade na sexta-feira passada.

O LHC, uma joia científica que custou 3,76 bilhões de euros (R$ 9,7 bilhões) e que deve permitir progressos sobre o conhecimento da matéria e a origem do universo, teve sucessivos problemas após entrar em serviço, no dia 10 de setembro de 2008.

O primeiro incidente ocorreu menos de 48 horas após a ativação do sistema, seguido por um segundo defeito, no dia 19 de setembro, que afetou os ímãs encarregados de guiar as partículas pelo circuito do acelerador.

O circuito mede nada menos que 27 km e está a 100 m abaixo da terra, em uma região da fronteira entre França e Suíça, passando pelo território dos dois países. Desde setembro de 2008, o CERN realizava um longo trabalho para reparar o Acelerador de Partículas, que incluiu a instalação de novos sistemas de segurança ao longo do percurso, cuja construção envolveu mais de 7 mil físicos, durante cerca de 12 anos.