A Rustock usava cerca de um milhão de computadores infectados por um tipo de vírus, numa chamada "botnet" (rede de computadores invadidos) e controlados a distância por hackers. Neste tipo de ataque, os proprietários dos computadores não sabem que estão mandando e-mails falsos para fins ilegais. O vírus invade a máquina quando um internauta visita um site infectado e clica em uma publicidade falsa ou quando abre um documento anexado em seu correio eletrônico, explicou um dos advogados da Microsoft.
A rede Rustock era considerada uma das maiores do mundo, com capacidade de enviar até 30 bilhões de mensagens falsas por dia, a maioria oferecendo versões falsas de remédios como o Viagra, prescrito para a disfunção erétil, ou para enviar falsos anúncios de loteria. Para desmantelar a rede, a Microsoft trabalhou durante vários meses com a fabricante do Viagra, o laboratório americano Pfizer, e a empresa de segurança informática FireEye.
A investigação terminou com a intervenção das autoridades americanas, que tomaram o controle dos serviços informatizados no estado de Washington. Na quarta-feira, a conexão entre os servidores e os computadores infectados foi cortada, conforme a gigante da informática.