Assange foi preso no último dia 7 após a justiça da Suécia emitir um pedido de prisão internacional por meio da Interpol. Ele é acusado de manter relações sexuais sem preservativos com duas mulheres suecas, à revelia delas. "Seguirei trabalhando e vou seguir alegando inocência", afirmou. Após o breve pronunciamento, ele virou as costas e deixou o local. Uma nova audiência para Assange está marcada para o dia 11 de janeiro.
A Justiça estipulou a fiança de 200 mil libras para o australiano, mas os promotores suecos apresentaram recurso contra a decisão, alegando que ele poderia fugir durante o período de liberdade condicional. Ele terá de entregar seu passaporte, usar uma pulseira de identificação e se apresentar diariamente à polícia.
A fiança ainda não foi paga. Um dos advogados de Assange, Mark Stephens, disse anteriormente acreditar que o dinheiro pode ser conseguido ainda nesta quinta-feira. O diretor de documentários americano Michael Moore, o cineasta britânico Ken Loach e a socialite Bianca Jagger estão entre os que contribuíram para o pagamento.
Assange é considerado o responsável pelo vazamento dos mais de 250 mil documentos americanos, que começou no dia 28 de novembro e causou constrangimento às autoridades americanas por ter revelado segredos da política externa dos EUA. Washington classificou a ação como irresponsável e como uma ameaça à segurança nacional.
Altos funcionários do Departamento de Justiça dos EUA estão buscando provas para determinar se Assange encorajou ou ajudou o soldado Bradley Manning a extrair do sistema de computadores do governo material militar classificado e arquivos do Departamento de Estado. Com isso, as autoridades americanas pretendem processar o fundador do WikiLeaks por conspiração.