"Era o que Kadhafi queria. Mentiu para a comunidade internacional ao prometer o cessar-fogo. Continua maltratando seu povo, por isso, é o momento de passar à ação de forma urgente", declarou Cameron. O primeiro-ministro conservador insistiu que o líder líbio não cumpriu a promessa depois de anunciar o cessar-fogo, depois que se adotou na quinta-feira uma resolução da ONU que autoriza uma intervenção militar contra o regime de Muamar Kadhafi.
"Devemos executar a vontade da ONU e não podemos permitir que se continue massacrando os civis", prosseguiu o chefe do Executivo britânico.
Países europeus confirmam participação em ação militar
Vários países europeus, entre eles Bélgica, Holanda, Dinamarca, Noruega e mais o Qatar confirmaram neste sábado durante a cúpula internacional extraordinária realizada em Paris sua participação no dispositivo militar na Líbia, indicaram fontes diplomáticas. Ao final da cúpula, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou que aviões franceses de combate já sobrevoavam a Líbia para impedir qualquer ataque aéreo do regime do líder líbio Muamar Kadhafi sobre Benghazi, reduto da revolta no leste do país.
O líder francês informou que a aviação francesa estava preparada para atacar tanques que "ameaçarem civis armados". Durante a reunião realizada no Eliseu, sede da presidência francesa, o Qatar confirmou sua participação na operação militar, segundo diplomatas.
O Canadá anunciou o envio de sete aviões de combate. Os Estados Unidos, que apoiam essa operação militar, ainda não definiram claramente sua participação. Durante a reunião de Paris, o premiê grego, Giorgos Papandreou, indicou que seu país poderá colocar à disposição da coalizão bases aéreas na Grécia, segundo as mesmas fontes.
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