Na região, lojas foram saqueadas e um edifício incendiado, enquanto a polícia entrava em confronto com os jovens. Até agora, 225 pessoas – entre as quais um menino de 11 anos – foram detidas desde o início dos protestos e 36 foram enquadradas em algum crime.
Ao longo do dia, houve enfrentamentos também no bairro pobre de Hackney, no leste da capital. No último comunicado, a polícia inglesa informou que entre 250 e 300 pessoas se reuniram hoje no local, incendiando carros e jogando bombas de gasolina. Em Mare Street, no bairro, três oficiais foram feridos sem gravidade ao conter manifestantes.
Também oram registrados transtornos nos bairros de Newham, Lesisham e Bethnal Green, onde mais de 100 pessoas invadiram uma loja do supermercado Tesco e dois policiais ficaram feridos. O comunicado informa ainda que mais de 1,7 mil oficiais estão preparados para agir. Policiais do City of London Police e do British Transport Police ajudam no trabalho.
A polícia inglesa também apelou para que os pais entrem em contato com as crianças e que tenham certeza que os filhos não se ferirão. “Há muitos expectadores que estão nas ruas e impedem a ação da polícia contra o vandalismo criminoso e os arrombamentos”, diz o texto. “Nós imploramos para que todos deixem as ruas” continua a nota.
Morte de homem
As agitações eclodiram no rastro de uma manifestação para reivindicar justiça pela morte de Mark Duggan, durante uma operação contra a criminalidade na comunidade negra da capital inglesa. O crime aconteceu no bairro deTottenham, na última quinta-feira. O número dois do governo, Nick Clegg, se dirigiu para Tottenham hoje e condenou a "onda de violência gratuita", não tendo "absolutamente nada a ver com a morte de Mark Duggan", um pai de família.
Uma comissão de controle independente abriu um inquérito sobre as circunstâncias da morte, enquanto que algumas informações divulgadas pela imprensa dão a entender que as forças de ordem abriram fogo sem ter sido atacadas. Os resultados dos especialistas balísticos são aguardados para a terça-feira.
Com informações da AFP