O Airbus A321 que caiu no sábado no Egito estava "em excelente estado técnico" e apenas uma "ação externa" pode explicar o acidente que matou 224 pessoas no Egito, assegurou nesta segunda-feira um diretor da companhia aérea Metrojet, que também excluiu erro humano. "O avião estava em excelente estado técnico", declarou durante uma coletiva de imprensa Alexandre Smirnov.
"Nós excluímos uma falha técnica ou ainda um erro de pilotagem. A única causa possível é uma ação externa", afirmou Smirnov. Ele destacou ainda que há indícios de que a tripulação tenha perdido o controle total do avião no momento do acidente. "Os pilotos não tentaram entrar em contato por rádio com os controladores aéreos", completou.
Um grupo ligado ao Estado Islâmico no Egito reivindicou no Twitter ter abatido o avião russo que caiu no Sinai, no Egito, provocando a morte dos 224 passageiros e tripulantes. O ministro Maxim Sokolov acrescentou que as autoridades russas estão em estreito contato com o governo egípcio e que, “neste momento, não há informações que confirmem essas fantasias”.
Especialistas militares ouvidos disseram que os rebeldes do Estado Islâmico, cuja base fica no norte da Península do Sinai, não dispõem de mísseis capazes de atingir um avião a 30 mil pés, mas não excluem a possibilidade de uma bomba a bordo, ou de a aeronave ter sido atingida por um foguete ou míssil quando descia após uma sequência de falhas técnicas.
O contato com a aeronave foi perdido 23 minutos depois da decolagem do Aeroporto de Sharm el-Sheikh, na fronteira com o Mar Vermelho. O avião estava a uma altitude de mais de 30 mil pés (9,144 metros), quando o comandante se queixou de uma falha técnica do equipamento de comunicação a um funcionário da autoridade de controle do espaço aéreo egípcio.
"Ação externa pode explicar queda de avião", diz diretor de companhia aérea
Dirigente da Metrojet descartou falha na aeronave que caiu com 224 pessoas no Egito