O presidente americano, Barack Obama, comemorou nesta terça o histórico acordo nuclear alcançado com o Irã. Segundo líder norte-americano, o tratado está baseado na verificação, não na confiança, e ajudará a deter a proliferação de armas nucleares na região.
"Todos os caminhos em direção a uma arma nuclear estão cortados", disse Obama em um discurso à nação na Casa Branca, acompanhado pelo vice-presidente Joe Biden. "Este acordo mostra que a diplomacia americana pode trazer mudanças significativas", acrescentou. "O acordo nos dá a possibilidade de seguir em uma nova direção. Devemos aproveitar", completou Obama, que citou "diferenças bem reais" e "uma história difícil que não pode ser ignorada", antes de destacar, no entanto, que a mudança é possível.
Obama, que considerava este acordo uma das prioridades de sua política externa, advertiu ainda o Congresso americano contra uma eventual rejeição "irresponsável" do mesmo. "Pensem no que poderia ter acontecido sem este acordo", disse, em uma mensagem aos congressistas, antes de insistir no risco que representaria uma corrida armamentista nuclear na "região mais instável do mundo".
Já o presidente Hassan Rohani afirmou que o Irã "nunca tentará obter uma arma nuclear, com ou sem a implementação" do acordo concluído com as grandes potências em Viena. Em um discurso televisionado ao vivo, afirmou que estas armas "são contra nossa religião" e contradizem um decreto do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, contra a bomba atômica.
O dirigente iraniano prometeu aos países da região, desconfiados ante o programa nuclear de Teerã, que nunca havia buscado ou tentaria pressioná-los. Rohani afirmou que o acordo nuclear é "um ponto de partida" para restabelecer a confiança. "Se for aplicado corretamente, podemos pouco a pouco eliminar a desconfiança", afirmou, referindo-se às tensas relações entre Teerã e os países ocidentais.
Acordo com o Irã vai deter proliferação de armas nucleares, diz Obama
Presidente dos EUA comemorou a assinatura do tratado