Strauss-Kahn, detido em 14 de maio no aeroporto nova-iorquino John F. Kennedy, está desde o dia 1º de julho em liberdade condicional sem fiança depois que a Promotoria de Manhattan encontrou elementos que abalaram a credibilidade de Nafisatou. Kenneth Thompson disse ao The New York Times ter recebido uma carta de um advogado assistente do distrito de Manhattan para encontrar-se com sua cliente na segunda-feira, um dia antes de Strauss-Kahn se apresentar ao tribunal novamente.
Sucinta, a carta diz que a proposta é discutir o que pode acontecer na Corte na terça-feira. "Se ela não estiver disponível ou não for ao encontro, assumirei que ela não quer aproveitar essa oportunidade", escreveu o advogado assistente do procurador, Artie McConnell.
Thompson disse ao NYT que os promotores não teriam pedido a reunião a menos que planejassem dar más notícias sobre o caso. "Se eles não fossem rejeitar as acusações, não haveria motivos para encontrarem-se com ela. Eles simplesmente iriam ao tribunal na terça-feira e diriam "vamos prosseguir com o caso"."
Questionado pela Associated Press, Thompson enviou um mail dizendo estar numa viagem de avião e que não poderia comentar o caso imediatamente. Uma porta-voz do gabinete do procurador distrital de Manhattan também não quis comentar o assunto.
Strauss-Kahn foi preso em maio após ser acusado de agressão sexual pela arrumadeira do hotel onde estava hospedado. A mulher, Nafissatou Diallo, disse à polícia ter sido obrigada a praticar sexo oral. A prisão obrigou o executivo a renunciar de seu posto no FMI e interrompeu sua carreira política na França, onde era visto como forte candidato à presidência, contra o atual mandatário Nicolas Sarkozy.
Em julho, os procuradores disseram publicamente que Diallo havia mentido sobre alguns aspectos do caso. Ela admitiu ter metido para oficiais da imigração nos EUA sobre sua vida na Guiné, seu país natal, quando pediu asilo em 2003. Os promotores também disseram que, um dia depois do ataque, Diallo telefonou para um amigo para falar sobre o incidente e que durante a chamada ela mencionou a situação financeira de Strauss-Khan.
Desde então, as condições da prisão foram relaxadas permitindo que o ex-chefe do FMI fosse libertado. Ele não pode, contudo, deixar os Estados Unidos. As informações são da Associated Press.