"Ele juntou toda a roupa, subiu em uma banqueta de madeira e se pendurou na lâmpada do teto", afirmou o diretor da prisão, Sunil Gupta. A justiça abriu uma investigação para determinar se aconteceram falhas de segurança.
Ram Singh dirigia o ônibus no qual a jovem de 23 anos subiu com o namorado na saída do cinema na noite de 16 de dezembro. Singh e alguns amigos estavam bêbados e decidiram dar uma volta pela cidade no ônibus que o acusado usava para trabalho.
O grupo violentou, agrediu e torturou a jovem, além de ter atacado o namorado, antes de jogar o casal na rua. Levada para um hospital de Cingapura depois de ser submetida a várias cirurgias na Índia, a estudante faleceu em 29 de dezembro. Singh poderia ser condenado à pena de morte pelas acusações de homicídio, estupro e sequestro.
De acordo com o pai da estudante violentada, o suicídio representa uma clara negligência das autoridades, que priva a família do direito de justiça. "Não entendemos como a polícia fracassou na proteção de Ram Singh. Sabiam que era o acusado principal no caso da minha filha", denunciou o pai, que não pode ser identificado por razões jurídicas. A mãe da vítima expressou o mesmo sentimento. "Eu queria apenas justiça para minha filha. O principal acusado está morto. Será que a culpa o matou?", afirmou à AFP.
Segundo uma fonte policial que pediu anonimato, o processo deve prosseguir. Além de Ram Singh, quatro homens foram indiciados, incluindo seu irmão Mukesh. O quinto suposto participante no crime, de 17 anos, será julgado à parte por ser menor de idade e pode ser condenado a, no máximo, três anos de prisão em um centro para menores delinquentes.
O crime, com repercussão internacional, comoveu os indianos e muitas pessoas passaram a denunciar o desprezo que a polícia e a justiça reservam aos casos de violência sexual.