"Todos os acusados foram gravemente espancados pela polícia, que utilizou a força para arrancar as declarações que se encaixam nas provas reunidas", denunciou à AFP o advogado, M. L. Sharma. "Meus clientes foram obrigados a confessar crimes que não cometeram", sustentou.
Ao ser questionado sobre as acusações, um porta-voz da polícia se negou a dar explicações. De acordo com Sharma, os clientes têm a intenção de se declarar inocentes das acusações de sequestro, estupro e assassinato da estudante indiana no dia 16 de dezembro em um ônibus em Délhi. A jovem faleceu em razão dos graves ferimentos sofridos durante a agressão.
A indiana foi estuprada, agredida sexualmente com uma barra de ferro e depois lançada para fora do ônibus seminua. Ela faleceu em um hospital de Cingapura depois de não resistir aos ferimentos. A indiana foi transferida para Cingapura após passar por três cirurgias na Índia.
O namorado da vítima, que testemunhou o crime, também foi espancado. Os cinco acusados maiores de idade têm entre 19 e 35 anos e terão que se apresentar na tarde de hoje ao tribunal, depois de uma primeira audiência nessa segunda-feira realizada a portas fechadas, conforme as leis locais em caso de estupro. Já o sexto acusado, de 17 anos, será julgado em um tribunal para menores de idade.