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Aeronaves não têm autorização para sobrevoar Machu Picchu, diz Itamaraty

Segundo o órgão, não há condições climáticas para chegar à região onde brasileiros estão ilhados

Brasileiros estão ilhados no Peru
Brasileiros estão ilhados no Peru Foto : AFP
O Ministério das Relações Exteriores informou por meio de sua assessoria de imprensa que possui quatro helicópteros a postos em Porto Velho, Rondônia, para auxiliar no resgate das pessoas que estão ilhadas em Machu Picchu, no Peru. Porém, segundo o órgão, não há condições climáticas para a acessar a região. De acordo com o Itamaraty, o governo peruano informa que somente aeronaves do Peru têm autorização para sobrevoar o local da enchente. E que apenas uma conseguiu ter acesso ao local no dia de hoje.

Sobre declarações de pessoas que estão ilhadas na região, que dizem que há aeronaves de outros países, como Chile e Argentina, a assessoria do órgão informou que é muito difícil que isso seja possível, já que não existe condições de voo, a não ser que sejam empresas particulares que, neste caso, estariam desrespeitando a orientação de não sobrevoar a área por questões de segurança.

Ainda de acordo com o Itamaraty, o embaixador do Brasil em Lima, Jorge Taunay Filho, irá até Cuzco para acompanhar de perto dos trabalhos de resgate.

Gaúchos afirmam que há falta de organização no resgate

Os brasileiros que estão isolados na região de Machu Picchu desde o final de semana em função das chuvas relatam falta de ordem no resgate aos turistas. A gaúcha de Passa Sete Geni Passos da Silva, de 61 anos, que fazia parte de uma excursão composta de 38 pessoas, as quais saíram do Rio Grande do Sul no dia 16, e já foi retirada do local junto com outros três brasileiros, entrou em contato com a família logo que chegou ao hotel em Cuzco.

Segundo relato de Geni aos seus parentes, havia uma fila de turistas para embarcar no helicóptero e os moradores locais tentaram entrar antes dos estrangeiros. Ainda de acordo com a moradora de Passa Sete, ela só conseguiu ser resgatada porque tem traços parecidos com os dos peruanos e se infiltrou na aeronave.

De acordo com outra gaúcha que está no local, Melissa Dietrich, de São Leopoldo, os turistas que seguem em Machu Picchu não têm esperanças de ser retirados de lá antes de três dias. Ela informou em entrevista à TV Record, na tarde desta quarta-feira, que em seu grupo não há feridos.

Na manhã de hoje, Melissa postou em seu Twitter uma mensagem pedindo ajuda ao governo brasileiro: “Pessoal que puder ajudar, liguem aí do Brasil para o Ministério das Relações Exteriores, para o Itamaraty, para pedir que nos ajudem”.

*Colaborou Otto Tesche/Correio do Povo