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Afeganistão: Obama reúne quinto conselho de guerra, em meio a tensões

Estratégia poderá consistir em mobilizar milhares de soldados, além dos 65 mil que já estão naquele país<br />

Afeganistão: Obama reúne quinto conselho de guerra, em meio a tensões
Afeganistão: Obama reúne quinto conselho de guerra, em meio a tensões Foto : AFP
O presidente Barack Obama presidiu nesta quarta-feira, na Casa Branca, um quinto conselho de guerra sobre o Afeganistão, antes de decidir sobre uma nova estratégia para o conflito, tarefa dificultada pelo imbróglio eleitoral afegão, as tensões no Paquistão e as divergências nos Estados Unidos em relação ao envio de reforços.

O conselho de Segurança Nacional inclui o vice-presidente Joe Biden, o secretário de Defesa Robert Gates e a secretária de Estado Hillary Clinton, que participou através de videoconferência a partir da Rússia.

Obama anunciou que divulgará "nas próximas semanas" a estratégia que poderá consistir em mobilizar dezenas de milhares de soldados, além dos 65 mil que já estão no país, como lhe pede o comandante em campo, o general Stanley McChrystal.

Obama destacou que está comprometido em intensas consultas para tomar uma das mais importantes decisões de sua presidência. "São numerosas peças que devem se encaixar", disse seu porta-voz Robert Gibbs, e estas peças consistem em "pontos de vista militar, civil, diplomático".

Obama recebeu diferentes recomendações do general McChrystal que defende o envio de mais 40 mil homens. O presidente está confrontado, no entanto, à oposição crescente entre os americanos a uma das guerras mais sangrentas que completou oito anos.

Segundo o aliado democrata John Kerry, Obama nada diz sobre suas inclinações eventuais. Ignora-se em que medida a decisão anunciada nesta quarta-feira pelo governo britânico de enviar 500 soldados suplementares ao Afeganistão influenciará Obama.

O presidente dos Estados Unidos chegou a conversar sobre o assunto com o premier Gordon Brown, no momento em que preparava o anúncio britânico. Uma das raras indicações fornecidas pelos assessores de Obama, é a de que, em todo o caso, ele não reduzirá consideravelmente os efetivos.

Obama reafirmou que o objetivo principal de sua estratégia consistiria em impedir que a região seja usada como ponte contra os Estados Unidos para a prática de atentados, como os de 11 de setembro de 2001.