A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciou nesta segunda-feira a aprovação da vacina da Pfizer/BioNTech contra o coronavírus e afirmou que "não há provas" de que o fármaco não será eficaz contra a nova cepa de coronavírus detectada no Reino Unido.
"Eu tenho o prazer de anunciar que o comitê científico da EMA se reuniu hoje e recomendou uma autorização de comercialização condicional na União Europeia (UE) da vacina desenvolvida pela Pfizer e BioNTech", afirmou a diretora geral da EMA, Emer Cooke, em uma entrevista coletiva online. A decisão da EMA abre o caminho para as campanhas de vacinação na UE nos próximos dias.
O órgão regulador decidiu antecipar a decisão sobre a vacina, prevista a princípio para 29 de dezembro, após a pressão de alguns países, em particular a Alemanha. "É um passo importante na luta contra esta pandemia, que está provocando tanto sofrimento e dificuldades", disse Cooke. "Trata-se realmente de uma conquista científica histórica, em menos de um ano uma vacina foi desenvolvida e autorizada contra esta doença", destacou.
Cooke afirmou ainda que até o momento não foram registrados indícios de que a vacina Pfizer/BioNTech seja ineficaz contra a nova cepa de coronavírus detectada no Reino Unido e que, segundo o governo britânico, poderia ser até 70% mais contagiosa. "No momento, não há provas de que esta vacina não funcionará contra a nova cepa de coronavírus", disse Cooke.
BioNTech e Pfizer "prontas" para entregar vacinas
Os laboratórios farmacêuticos BioNTech e Pfizer afirmaram nesta segunda que estão "totalmente prontos" para entregar sua vacina contra o coronavírus assim que a Comissão Europeia autorizar sua distribuição. Hoje, a EMA aprovou a vacina.
"Hoje é um dia particularmente pessoal e emocionante para nós na BioNTech. Estamos no coração da UE e nos sentimos muito felizes por estar um pouco mais perto da potencial entrega da primeira vacina na Europa para ajudar a combater essa pandemia devastadora", explicou o co-fundador da empresa alemã, Ugur Sahin.
"Estamos totalmente prontos para iniciar a entrega das doses iniciais da vacina em toda a União Europeia quando recebermos o sinal verde", acrescentou. O chefe executivo da Pfizer, Albert Bourla, também declarou que a empresa está "totalmente pronta" para assumir o desafio de entregar essas doses simultaneamente aos países europeus.