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Agentes do governo atiram de helicópteros contra manifestantes na Líbia

Centenas de pessoas já morreram em protestos contra presidentes

Agentes do governo atiram de helicópteros contra manifestantes na Líbia
Agentes do governo atiram de helicópteros contra manifestantes na Líbia Foto : Bertil Ericson / AFP
A rede de TV Al Jazeera, com sede no Qatar, informou que o governo continua a reprimir com violência os protestos contra o ditador Muammar Gaddafi, que há mais de 40 anos controla a Líbia. O jornal espanhol El País publicou o relato de pessoas dizendo que helicópteros sobrevoam a capital Trípoli e abrem fogo indiscriminadamente.

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Testemunhas afirmaram que Gaddafi bombardeou manifestantes nessa segunda-feira e ao menos dois pilotos da Força Aérea do país se recusaram a participar da ação e buscaram refúgio em Malta. Sem citar fontes, a rede de TV aponta cerca de 300 mortos nos embates. A ONG Human Rights Watch divulgou um balanço de 230 vítimas.

Trata-se da segunda semana dos mais significativos protestos contra Gaddafi. No último domingo, o filho apontado como o possível sucessor do ditador, Saif al Islam Gaddafi, disse na TV que o governo resistiria até a última bala. Nessa segunda-feira, foi a vez do próprio Gaddafi aparecer na TV para dizer que não iria renunciar.

Início do foco dos protestos, a cidade de Benghazi, a segunda maior do país, continua praticamente isolada. Há um grupo de brasileiros no local, associados à construtora Queiroz Galvão.

Sob rumores de que havia fugido da Líbia para a Venezuela, o presidente líbio surgiu nesta terça-feira por menos de um minuto, na rede estatal de televisão para informar que continuava no país. Kadhafi estava sentado no lugar do passageiro de um automóvel, com a porta aberta e segurando um guarda-chuva.

ONU fala em crimes contra a humanidade

A alta comissária da Organização Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu nesta terça-feira que seja realizada uma investigação internacional sobre os ataques na Líbia contra manifestantes opositores ao governo, dizendo que podem ser considerados crimes contra a humanidade. 

As informações são do site R7



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