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Testemunhas afirmaram que Gaddafi bombardeou manifestantes nessa segunda-feira e ao menos dois pilotos da Força Aérea do país se recusaram a participar da ação e buscaram refúgio em Malta. Sem citar fontes, a rede de TV aponta cerca de 300 mortos nos embates. A ONG Human Rights Watch divulgou um balanço de 230 vítimas.
Trata-se da segunda semana dos mais significativos protestos contra Gaddafi. No último domingo, o filho apontado como o possível sucessor do ditador, Saif al Islam Gaddafi, disse na TV que o governo resistiria até a última bala. Nessa segunda-feira, foi a vez do próprio Gaddafi aparecer na TV para dizer que não iria renunciar.
Início do foco dos protestos, a cidade de Benghazi, a segunda maior do país, continua praticamente isolada. Há um grupo de brasileiros no local, associados à construtora Queiroz Galvão.
Sob rumores de que havia fugido da Líbia para a Venezuela, o presidente líbio surgiu nesta terça-feira por menos de um minuto, na rede estatal de televisão para informar que continuava no país. Kadhafi estava sentado no lugar do passageiro de um automóvel, com a porta aberta e segurando um guarda-chuva.
ONU fala em crimes contra a humanidade
A alta comissária da Organização Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu nesta terça-feira que seja realizada uma investigação internacional sobre os ataques na Líbia contra manifestantes opositores ao governo, dizendo que podem ser considerados crimes contra a humanidade.
As informações são do site R7
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