Uma das possibilidades analisadas no Conselho de Segurança, considerada como pertinente pelas autoridades brasileiras, é a adoção de um embargo para o comércio de armas negociadas com a Síria. Com a medida, o governo sírio terá seu poder de fogo reduzido, assim como os integrantes da oposição, pois não terão condições de adquirir armamentos e munições. “No Brasil, todos os episódios são observados e as notas emitidas pelo governo são muito contundentes”, disse à Agência Brasil o porta-voz do Itamaraty, Tovar Nunes. “Estamos preocupados com a proporção que a violência está ocupando (na Síria). É uma situação inaceitável."
Em Damasco (capital síria), o governo do Brasil mantém a representação diplomática chefiada pelo embaixador do Brasil na Síria, Edgard Cassiano. Em 2011, quando a situação na Líbia se agravou, o Brasil optou por manter apenas o embaixador no país e retirar os demais de funcionários brasileiros e estrangeiros por medidas de segurança.
No último dia 13, quando houve um massacre de civis, na área de Tremseh, perto da cidade de Hama, o Itamaraty emitiu nota criticando a repressão violenta na Síria e apelando para que o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, adote o plano de paz negociado pelo emissário das Nações Unidas e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan.
“O Brasil condena veementemente a repressão violenta contra civis desarmados e recorda os compromissos do governo sírio, contidos no plano de paz de seis pontos do enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, de cessar imediatamente toda movimentação de tropas e o uso de armamento pesado em áreas urbanas”, diz o texto.