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Airbus é indiciada pela Justiça francesa

Empresa vai responder pela morte de 228 pessoas em acidente aéreo ocorrido em 2009

Airbus é indiciada pela Justiça francesa
Airbus é indiciada pela Justiça francesa Foto : AFP / CP Memória
A Justiça francesa indiciou, nessa quinta-feira, a fabricante europeia de aviões Airbus por homicídio culposo (sem intenção de matar) no acidente ocorrido no dia 1 de junho de 2009 em um voo entre Rio de Janeiro e Paris. A tragédia causou a morte de 228 pessoas. O presidente da Airbus, o alemão Thomas Enders, compareceu ontem ao gabinete da juíza francesa encarregada da investigação, Sylvie Zimmerman, para ser notificado da acusação contra a companhia.

Até o momento, apenas 3% do avião e 50 corpos foram resgatados - todos nos dias que se seguiram à catástrofe aérea. "Não sabemos sobre o que este indiciamento está fundado. O juiz não indicou as acusações contra a Airbus, o que é lamentável", declarou o advogado da fabricante, Simon Ndiaye. Para ele, o indiciamento é precipitado, pois não é justificado por nenhum fato preciso. "Acho que teria sido mais judicioso continuar a investigação, recolher elementos e, depois, em função do que for descoberto, tomar uma decisão", acrescentou.

"É uma nova fase contraditória que se abre com este indiciamento", declarou à Agência France Presse (AFP) um dos dirigentes da associação das vítimas Ajuda Mútua e Solidariedade AF447, Jean-Baptiste Audousset.

Novas operações de busca no mar dos destroços do Airbus devem ser iniciadas nos próximos dias em uma nova zona de 10 mil km. Será a quarta fase de busca da aeronave acidentada e por suas caixas-pretas, que poderá durar até julho. Essa etapa será dividida em três fases de 36 dias cada uma. O Bureau de Investigações e Análises considera que a falha das sondas de velocidade Pitot é um dos elementos que explicam o acidente, mas não pode ser por si só a causa.

A Agência Europeia de Segurança Aérea se disse preparada para prestar esclarecimentos. As partes civis queixam-se de que a agência não soou o alarme sobre o gelo encontrado nas sondas Pitot em outros voos antes da catástrofe e de querer impor a sua imunidade europeia.





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