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Ajuda humanitária chega com dificuldades em áreas devastadas no Himalaia

Atingindo Nepal e China, a catástrofe deixou milhares de mortos e desaparecidos e dificultou o acesso da ajuda humanitária

Operações de busca e resgate prosseguem enquanto o número de desaparecidos no Nepal continua em 4.216
Operações de busca e resgate prosseguem enquanto o número de desaparecidos no Nepal continua em 4.216 Foto : ARUN SANKAR / AFP /CP

A ajuda humanitária começou a chegar, nesta quinta-feira (3), às áreas mais afetadas pela avalanche que deixou pelo menos 1.273 mortos e 4.757 desaparecidos na China e no Nepal, enquanto prosseguem as operações de busca e resgate. A coordenadora da ONU para o Nepal, Lila Pieters Yahia comentou a dificuldade de acesso ao local para a distribuição de mantimentos.

"O acesso tem sido muito, muito, muito difícil", afirmou, antes de explicar que as agências da ONU distribuíram kits de água e saneamento, além de alimentos e medicamentos."São os mais essenciais, especialmente para as pessoas que estão no epicentro".

A catástrofe de 26 de agosto provocou a morte de pelo menos 1.252 pessoas do lado nepalês, quase 50 a mais do que no balanço anterior, informou o órgão de gestão de desastres do país nesta quinta-feira (3).

Do lado chinês, a imprensa estatal informou que 21 pessoas morreram na região autônoma do Tibete na tragédia provocada pelo colapso parcial de uma geleira no Himalaia.

O número de desaparecidos no Nepal continua em 4.216 e as operações de busca e resgate prosseguem, segundo as autoridades. Na China, a imprensa estatal anunciou 541 desaparecidos, o que eleva o total de pessoas não localizadas a 4.757.

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Quase 600 cidadãos estrangeiros de mais de 30 países continuam desaparecidos. "É simplesmente incrível a magnitude da catástrofe, a magnitude da destruição", declarou à imprensa a coordenadora Lila Pieters em Katmandu.

Diante de uma delegacia de polícia em Katmandu, Sanjeev Rai, um americano de 53 anos, vive com a incerteza. Ele viajou ao Nepal depois de saber que sua esposa, Jiwan Jyoti, desapareceu quando voltava de uma peregrinação ao monte Kailash. "Estou desesperado, já se passaram muitos dias", disse.

As agências de ajuda do Nepal afirmaram que cogitam mobilizar carregadores para auxiliar os distritos mais afetados próximos à fronteira com a China. Considerados por muito tempo a espinha dorsal das expedições de trekking e montanhismo no Nepal, os carregadores são conhecidos por transportar mochilas pesadas durante dias por trilhas íngremes e em condições difíceis.

Soldados do Exército nepalês e equipes de resgate, incluindo especialistas estrangeiros, prosseguiram nesta quinta-feira com a busca por sobreviventes que as autoridades temem que permaneçam presos em vários túneis de centrais hidrelétricas.