Fallujah e Ramadi foram os redutos da insurreição que se seguiu à invasão americana do Iraque em 2003. Nesta província, os Estados Unidos perderam um terço de suas tropas no Iraque.
Não há sinais da presença das forças de segurança e nem de milícias opostas ao grupo extremista nas ruas. Nos arredores da cidades são registrados combates esporádicos. O fornecimento de energia elétrica está completamente suspenso e há falta de combustível na região.
Ao menos 32 civis e 71 combatentes da Al-Qaeda morreram na sexta-feira em confrontos em Fallujah e Ramadi (100 km ao oeste de Bagdá), segundo fontes do ministério do Interior. Os combates entre os insurgentes e as forças de segurança começaram na segunda-feira em Ramadi após o desmantelamento do acampamento de opositores ao governo, que o chamou de "antro da Al-Qaeda". A violência rapidamente se espalhou para a cidade vizinha da Fallujah.
De acordo com uma testemunha, centenas de homens armados realizaram a tradicional oração da sexta-feira no centro da cidade. Vários deles carregavam bandeira das Al-Qaeda em Fallujah.
Dois anos depois da retirada dos últimos soldados americanos, em dezembro de 2001, Al-Anbar volta a ser palco de um aumento do poder dos extremistas. Desde então, Bagdá tenta enfrentar os insurgentes, inflamados pelo conflito na vizinha Síria, e o descontentamento da comunidade sunita. A província de maioria sunita de Al-Anbar é há um ano epicentro de uma contestação ao primeiro-ministro, um xiita acusado de marginalizar os sunitas.