A chanceler alemã, Angela Merkel, elogiou "fortemente", nesta quarta-feira, as novas sanções adotadas pela ONU contra o Irã por seu programa nuclear. "Estou bastante contente com a adoção desta resolução sobre o programa nuclear iraniano", declarou a chanceler à imprensa, destacando que esse texto "exprime claramente que o mundo garantirá que o Irã não consiga jamais construir um arsenal atômico".
"Demos ao Irã, em mais de dois anos, inúmeras oportunidades de ser transparente e deixar que as autoridades nucleares internacionais inspecionassem o país. O Irã jamais aceitou essas ofertas", continuou.
A chanceler destacou o fato de que as novas sanções não visam ao povo iraniano, mas somente aos responsáveis pelo programa nuclear, principalmente os Guardiões da Revolução e diversas empresas.
O Conselho de Segurança da ONU impôs nesta quarta-feira novas sanções a Teerã, pela quarta vez desde 2006, para tentar convencer os iranianos a suspender suas atividades nucleares sensíveis de forma a tranquilizar a comunidade internacional sobre a natureza de suas pesquisas.
Rússsia concorda
O ministério russo das Relações Exteriores anunciou nesta quarta-feira que a nova série de sanções contra o Irã visa a dar "um impulso" a uma solução diplomática para o controvertido programa nuclear da República Islâmica.Segundo comunicado da chancelaria russa, a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança não impõe sanções "asfixiantes ou paralisantes" a Teerã e exclui o recurso à força.
A diplomacia russa advertiu contra a adoção de punições adicionais e unilaterais por parte de outros países: "Para nós, tais tentativas de pocionar-se acima do Conselho de Segurança são inaceitáveis".
Israelenses também aprovam sanções
Israel também considera que as novas sanções votadas nesta quarta-feira pelo Conselho de Segurança da ONU contra o Irã e seu programa nuclear representam "um passo importante numa boa direção", afirmou o vice-primeiro-ministro israelense, Sylvan Shalom, em entrevista à rádio pública.
Mas, segundo Shalom, "elas não bastam, pelo que é preciso contemplar rapidamente outras medidas contra o Irã se o país não renunciar a seus projetos nucleares". O ministério das Relações Exteriores publicou um comunicado no qual afirma que Israel estima que a "decisão do Conselho é importante e outorga mais peso às exigências da comunidade internacional no que diz respeito ao Irã". Apesar de ter desmentido reiteradas vezes, o Irã é suspeito de tentar dotar-se de uma bomba atômica.
No dia 26 de maio, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, qualificou de "impostura" o recente acordo nuclear assinado por Irã, Brasil e Turquia. "O objetivo desta impostura é evitar ao Irã sanções internacionais", disse Netanyahu.
Alemanha elogia novas sanções contra o Irã
Chanceler destacou o fato de que as novas sanções não visam ao povo iraniano