Os aliados dos Estados Unidos no Afeganistão prometeram nesta sexta-feira, na sede da Otan em Bruxelas, enviar pelo menos 7 mil soldados a mais em 2010, em resposta ao pedido de Washington para reforçar a presença militar "para vencer os talibãs de uma vez por todas". Segundo o secretário-geral da Aliança Atlântica, Anders Fogh Rasmussen, pelo menos 25 países - dos 43 que integram a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) no Afeganistão, dirigida pela Otan - indicaram que enviarão mais tropas em 2010.
No total, os membros da Isaf propuseram o envio de 7 mil soldados, que se somarão aos 33 mil já anunciados por Washington. Rasmussen fez estas declarações depois de uma reunião dos 28 chefes da diplomacia da Otan, reunidos desde quinta em Bruxelas, com o resto dos países que integram a Isaf. Apesar de Rasmussen se negar a dizer que países prometeram reforçar seus contingentes, alguns já o fizeram a título individual nos últimos dias. Por ora, a Grã-Bretanha confirmou uma contribuição de 1,2 mil soldados extras, a Itália garantiu mais mil e a Eslováquia 250, enquanto que a Polônia estuda enviar 600.
À margem da Otan, a Geórgia disporá de mil militares e a Coreia de Sul de outros 500. Esta é a primeira reposta conjunta dos países aliados ao pedido dos Estados Unidos de que apoiem seu esforço de enviar 33 mil soldados adicionais para adotar uma nova estratégia visando à segurança dos civis afegãos e acabar com a insurgência. "Os Estados Unidos estão extremamente satisfeitos com a forte contribuição da Otan às forças internacionais que combatem no Afeganistão", declarou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.
Oito anos depois de tirar os talibãs do poder, mais de 40 países se preparam para aumentar a quantidade de tropas no Afeganistão até aproximadamente 150 mil em 18 meses, para lançar uma nova ofensiva contra a rebelião. Falando na reunião ministerial em Bruxelas, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, havia pedido aos aliados dos Estados Unidos no Afeganistão que terminem juntos o combate.
"É nosso combate e devemos terminá-lo juntos", destacou Hillary Clinton no início de uma reunião a portas fechadas com seus colegas da Aliança Atlântica. "Estamos juntos na Otan e na Isaf porque reconhecemos que nossa segurança é compartilhada, que temos uma responsabilidade coletiva", insistiu a chefe da diplomacia, segundo discurso transmitido pelo departamento de Estado.
"A necessidade de tropas extras é urgente, mas sua presença não será indefinida", garantiu Hillary Clinton. Neste sentido, justificou a decisão de Obama de iniciar a retirada das tropas em julho de 2011, questionada nos EUA e que deixou tanto a Europa quanto o Afeganistão perplexos. "Queremos destacar que nossa presença no combate não será permanente e transmitir um sentimento de urgência aos afegãos, para que façam eles mesmos o que sabemos que sabem fazer", explicou. No entanto, o ritmo e a amplitude da redução de tropas serão determinados pela situação no campo de batalha, destacou Hillary Clinton.
Aliados dos EUA prometem enviar mais 7 mil soldados ao Afeganistão
Obejtivo é "vencer os talibãs de uma vez por todas"