Um americano nascido na Bósnia foi condenado, nesta sexta-feira, à prisão perpétua por ter planejado com dois cúmplices um atentado suicida no metrô de Nova Iorque, em 2009. Adis Medunjanin, de 34 anos, investigado pelos Estados Unidos como membro da Al-Qaeda, havia sido considerado em maio culpado de complô para utilizar armas de destruição em massa e cometer um ato terrorista por um tribunal federal do Brooklyn.
"Foi uma das ameaças terroristas mais graves desde o 11 de Setembro", indicou nesta sexta-feira a procuradora federal Loretta Lynch. O acusado e seus cúmplices ficaram "a apenas alguns dias de seus atentados", acrescentou ela. Segundo a justiça americana, Medunjanin e os comparsas, que testemunharam contra ele em seu julgamento e ainda aguardam condenação, haviam preparado o atentado suicida a mando de comandantes da Al-Qaeda no Paquistão.
Os três amigos foram ao Paquistão em 2008 com o objetivo de se juntar aos talibãs no Aefganistão. A partir daí, foram treinar no Waziristão, onde dirigentes da Al-Qaeda os convenceram a voltar aos Estados Unidos para se tornarem "mártires". Os alvos programados inicialmente eram os hipermercados Walmart, a Bolsa de Nova York, a Times Square, o metrô, e ainda cinemas, relatou Najibullah Zazi, de 26 anos, de origem afegã e considerado o "cérebro" do grupo, durante o processo de Medunjanin em maio.
Em agosto de 2009, Zazi havia indicado em seu contato com a Al-Qaeda que o plano de atentado suicida estava pronto. Em 8 de setembro de 2009 ele foi a Nova Iorque com todo o material para o ataque, mas se deu conta de que estava sendo vigiado e fugiu para Denver, onde foi preso em 19 de setembro. Ele admitiu a culpa em fevereiro de 2010 e aceitou testemunhar contra Medunjanin para receber uma pena menos pesada. O terceiro, Zarein Ahmedzay, considerado culpado no mesmo ano, também aguarda punição.
Americano é condenado à prisão perpétua por tentativa de atentado
Adis Medunjanin é acusado de pertencer ao Al Qaeda e planejar terrorismo com armas de destruição em massa