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Americano é condenado a 10 anos de prisão por "infiltração" no Irã

Caso surge em momento de tensão entre os dois países, com EUA adotando postura hostil em relação ao Teerã

Um cidadão americano, acusado de "infiltração", foi condenado a dez anos de prisão, anunciou neste domingo a Justiça iraniana, sem revelar a sua identidade. "Um americano, que também possui uma outra nacionalidade, foi identificado e detido pelos serviços de inteligência", declarou o porta-voz da Justiça, Gholamhossein Mohseni-Ejeie.

"Ele entrou no país para uma missão de infiltração e foi condenado a dez anos de prisão", acrescentou numa coletiva de imprensa transmitida pela televisão estatal. Mohseni-Ejeie também não informou a data da prisão. "Este indivíduo era guiado diretamente pelos americanos" em sua missão, indicou, sem explicar a natureza desta missão. O americano "vai recorrer de sua condenação", afirmou o porta-voz, ressaltando que novos detalhes serão informados "assim que a pena for confirmada".

Dois cidadãos com dupla nacionalidade, iraniana e americana, o empresário Siamak Namazi e seu pai Mohammad Bagher Namazi, foram condenados em outubro de 2016 com outras quatro pessoas a dez anos de prisão por "espionagem" para Washington. Siamak Namazi havia sido detido em outubro de 2015. Seu pai, Bagher, com atualmente 81 anos e que havia trabalhado para o Unicef, foi preso em fevereiro de 2016 quando tentava obter a libertação do seu filho. Os Estados Unidos pediram várias vezes a libertação dos dois homens.

Washington também pede a cooperação de Teerã no caso de Robert Levinson, um ex-agente do FBI desaparecido no Irã desde 2007. Este novo caso surge em um momento de grande tensão com o Irã, enquanto o presidente americano Donald Trump e o Congresso adotaram uma posição hostil em relação a Teerã. O Irã e os Estados Unidos não mantém relações diplomáticas desde 1980.